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Presidente defendeu a queda taxa básica de juros, mas disse que não irá interferir na decisão do Copom; ele comentou ainda os novos cortes no Orçamento anunciados nesta terça (30) e a possibilidade de impeachment

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Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro, presidente da República, disse que não vai interferir na decisão sobre a queda na taxa básica de juros, a Selic

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, na manhã desta quarta-feira (31), que não vai influenciar na decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa básica de juros, a Selic, mas diz que está "torcendo" por sua redução.

"Estou torcendo apenas para que caia a taxa de juros. Cada 1% da taxa Selic são R$ 40 bilhões a mais que a gente gasta por ano. A gente torce, pô. Eu não vou influenciar lá, eu não sou o ' Dilmo ' de calças compridas", declarou o presidente na entrada do Palácio do Alvorada.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta  a nova taxa básica de juros do país, e a expectativa do mercado financeiro é que ela seja reduzida em 0.25 ponto percentual, atingindo 6,25% ao ano, uma nova mínima histórica.

Bolsonaro comentou também sobre o decreto de programação orçamentária com o detalhamento do chamado contingenciamento de mais R$ 1,44 bilhão em gastos no Orçamento de 2019, publicado no Diário Oficial da União nesta terça. Segundo o presidente, "Se não fizer isso, entro na Lei de Responsabilidade Fiscal, é pedalada, eu vou para o impeachment ".

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"Dá para entender? Eu não quero cortar ninguém. Sou um cara que não sou adepto a isso, mas um orçamento geralmente é superestimado, pessoal infla. Entre uma crítica e o impeachment, quer que eu prefira o quê? Eu tenho que fazer uma opção, cara. E a opção infelizmente é essa. Ontem, discuti novamente um corte relativamente pequeno perto da monstruosidade do Orçamento . Vou ser obrigado a fazer. Tem uma lei e eu tenho que seguir a lei. Não sou ditador, pô", afirmou o presidente sobre os novos cortes orçamentários anunciados.