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Boletim Focus, relatório semanalmente divulgado pelo Banco Central com a participação de agentes de instituições financeiras, estima que o PIB cresça menos de 1% neste ano, enquanto no início do governo valor era de 2,53%

Paulo Guedes, Mourão e Bolsonaro
Alan Santos/PR
Mercado reduziu expectativa de drescimento da economia pela 17ª semana seguida

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia segue em queda, de acordo com o  Boletim Focus , pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com participação de instituições financeiras e divulgada nesta segunda-feira (24).

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A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto ( PIB ), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi reduzida de 0,93% para 0,87%. Essa foi a 17ª redução consecutiva. Desde o início do governo de Jair Bolsonaro (PSL), a estimativa despencou de 2,53% para, por enquanto, 0,87%, e a tendência segue sendo de queda.

A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020. A estimativa é de 2,20%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

Inflação e taxa Selic

A estimativa de inflação em 2019, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela quarta vez seguida, passando de 3,84% para 3,82%. A meta inflacionária deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Se a projeção for atingida, portanto, a meta será batida.

A projeção para 2020 caiu de 4% para 3,95%. A meta para o próximo ano é de 4%, com o mesmo intervalo de tolerância, de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com a mesma tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que  foi mantida em 6,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,75% ao ano, a mesma perspectiva da semana passada. Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica volte para 6,5% ao ano, e, no fim de 2021, chegue a 7,5% ao ano.

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Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando a taxa aumenta, por outro lado, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.