Brasil Econômico

Mulher segurando cartão do Bolsa Família
Divulgação/Caixa Econômica Federal
OCDE estimula constantemente a ampliação de recursos ao Bolsa Família para a redução da desigualdade no Brasil


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomendou, nesta terça-feira (20), que o Brasil destine mais recursos de seu Produto Interno Bruto (PIB) ao Bolsa Família para reduzir as desigualdades sociais no País.

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De acordo com o relatório de Perspectivas Econômicas divulgado hoje, a "elevação dos limites de renda no programa de transferência de renda condicionada Bolsa Família ampliaria a elegibilidade e aumentaria os níveis de benefícios", o que tiraria mais pessoas na pobreza e diminuiria a desigualdade.

A organização ressalta que o governo brasileiro gasta "somenda 0,5% do PIB " com o programa de transferência de renda, valor que pode ser aumentado para que realidade econômica da população melhore.

Essa não é a primeira vez que a OCDE  estimula o aumento de recursos para o programa como forma de estiumlar um crescimento econômico mais igualitário no País. Em março, a organização chegou a afirmar que um pacote de reformas que desvinculasse a Previdência do salário mínimo e que, ao mesmo tempo, destinasse essa economia para o Bolsa Família poderia ter feito a desigualdade no Brasil diminuir 63% nos últimos anos.

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Essa medida continua sendo ressaltada no último relatório: segundo a OCDE, a vinculação das pensões previdenciárias ao salário mínimo beneficia principalmente a classe média, gerando dificuldades no combate à pobreza. "Reequilibrar os gastos sociais em direção a famílias de baixa renda reduziria as desigualdades", afirma o texto.

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