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Em almoço oferecido pelo Itaú Unibanco, ministro confirmou seu viés liberal, mas não deu mais detalhes sobre os próximos passos da agenda econômica

O ministro Paulo Guedes enfatizou o ideal privatista do governo, mas sem mencionar empresas ou setores específicos
Alan Santos/Presidência da República
O ministro Paulo Guedes enfatizou o ideal privatista do governo, mas sem mencionar empresas ou setores específicos

Acompanhando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em Davos, na Suíça, o ministro Paulo Guedes falou sobre a agenda de privatizações do governo e passou uma mensagem de entusiasmo quanto à aprovação da reforma da Previdência. As informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo .

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Paralelamente ao Fórum Econômico Mundial, durante um almoço oferecido pelo Itaú Unibanco, Paulo Guedes enfatizou o ideal privatista do novo governo, mas sem mencionar empresas ou setores específicos. O ministro também não confirmou quando pretende apresentar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional.

"Foi um discurso liberal, propositivo, afirmando que a reforma deverá ser aprovada pelo Congresso", opinou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). "Guedes enfatizou a previsibilidade, a confiabilidade e o novo marco regulatório. Foi o primeiro passo do governo aqui em Davos para aumentar a atratividade do País", completou.

O governador tucano ainda disse acreditar que o imbróglio envolvendo um dos filhos do presidente , o senador Flávio Bolsonaro , e seu ex-assessor Fabrício Queiroz "até agora" não criou problemas para a condução da agenda de reformas do novo governo.

Ainda segundo a Folha , participantes do evento confirmaram que o ministro também falou sobre seu plano B caso a reforma da Previdência não seja aprovada pelo Congresso: desvincular despesas obrigatórias do Orçamento da União, passando todas para as mãos dos estados.

Guedes não falou com a imprensa na saída do almoço.

Reforma no Congresso

Segundo Rogério Marinho, o governo já bateu o martelo sobre a estratégia para apresentar a reforma da Previdência
Wilson Dias/Agência Brasil
Segundo Rogério Marinho, o governo já bateu o martelo sobre a estratégia para apresentar a reforma da Previdência

No último dia 18, o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, confirmou, que a proposta de reforma da Previdência será encaminhada ao Congresso Nacional na segunda semana de fevereiro. Segundo Marinho, a equipe econômica de Bolsonaro bateu o martelo sobre a estratégia para apresentar o texto. 

O Palácio do Planalto pretende aproveitar a proposta já apresentada pelo governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) e juntá-la ao texto que será encaminhado ao Congresso. Com isso, a matéria poderia ir diretamente à apreciação do plenário da Câmara dos Deputados, aproveitando que o projeto de reforma da Previdência  enviada por Temer já passou pela etapa das comissões.

Leia também: Reforma da Previdência chega ao Congresso em fevereiro, diz secretário

"Já foi decidido que vamos utilizar o arcabouço da 287 [Proposta de Emenda Constitucional – PEC 207/16], e a ideia é apresentarmos o projeto no plenário da Câmara a partir da segunda semana depois da votação da mesa diretora”, disse Marinho. A declaração foi feita logo depois de o governo apresentar o texto da medida provisória (MP) que pretende coibir fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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