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Fabio Schvartsman, presidente da Vale, informou que a retomada deve acontecer gradualmente, começando por um terço da capacidade em 2020

Em evento, presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que Samarco deve voltar a operar em 2020
Vale/Divulgação
Em evento, presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que Samarco deve voltar a operar em 2020

 A mineradora Samarco deve voltar a operar em 2020, de acordo com o pronunciamento feito nesta terça-feira (16) pelo presidente da Vale, Fabio Schvartsman, em evento no Rio de Janeiro. As informações são da TV Globo .

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O retorno das atividades da Samarco não é garantido, já que tudo depende de conseguir licenças que não estão garantidas, como a de operação, que ainda precisa ser obtida. Apesar dos obstáculos, o presidente Schvartsman foi otimista e destacou que ”todos os indícios são que não existirão problemas e que, no início de 2020, todas as questões estarão superadas e será possível reiniciar a operação”.

O empresário também afirmou que, ocorrendo a retomada dos serviços, a volta deve se dar gradualmente no início e ganhar força ao longo do tempo, em pequenas parcelas. “Quando ela [a empresa] retomar as atividades, ela vai voltar a um terço da sua capacidade e vai crescer lentamente”, explicou.

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Em julho, o empresário disse que não havia previsão de retorno para a mineradora .

Samarco não opera desde o rompimento da barragem, em 2015

Bento Rodrigues foi um dos locais gravemente atingidos pelo acidente da Samarco
LÉO FONTES/O TEMPO
Bento Rodrigues foi um dos locais gravemente atingidos pelo acidente da Samarco


A Samarco está sob o comando das empresas Vale e BHP Biliton e teve suas atividades suspensas no fim de 2015, pouco depois de ser protagonista da considerada a maior tragédia ambiental do Brasil.

O acidente, que se deu pelo rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana , em Minas Gerais, aconteceu em 5 de novembro daquele ano e deixou 19 mortos. O acontecimento liberou dejetos de mineração, compostos principalmente por óxido de ferro, água e lama.

 A enxurrada desses componentes devastou o município de Bento Rodrigues e destruiu o Rio Doce e chegou ao Oceano Atlântico pelo litoral do Espírito Santo, além de deixar dezenas de pessoas desalojadas e causar impactos ambientais irreversíveis.

No mês passado, quase quatro anos depois da tragédia, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) fechou um acordo com a Fundação Renova — que é formada por representantes da mineradora, de suas controladoras (Vale e BHP Billiton) e do setor público — para indenizar os atingidos pelo rompimento.

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Pelo termo, cada pessoa envolvida com o acidente da Samarco que tenha direito à indenização terá de negociar diretamente com a Renova o valor a receber. A estimativa do promotor Guilherme de Sá Meneghin, responsável pelo acordo, é de que sejam pagos R$ 2 bilhões. A medida, no entanto, vale apenas para os moradores de Mariana — cerca de 3 a 4 mil pessoas, de acordo com Meneghin.

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