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Paulo Guedes quer novo imposto, batizado de Contribuição Previdenciária, e disse estudar possível abolição da contribuição patronal para a previdência

Paulo Guedes também declarou que defende o sistema de capitalização do INSS
Reprodução/Globonews
Paulo Guedes também declarou que defende o sistema de capitalização do INSS

O economista Paulo Guedes, anunciado com antecedência como futuro ministro da Fazenda caso o candidato Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, anunciou nessa terça-feira (18) a criação de um imposto semelhante à já extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPFM) em um eventual governo Bolsonaro. O imposto era conhecido por ser cobrado sobre movimentações financeiras bancárias como saques e transferências.

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A proposta de Paulo Guedes foi revelada em um evento restrito promovido pela GPS Investimentos, empresa de especializada em aconselhar fortunas familiares, conforme reportou nesta quarta-feira (19) o jornal Folha de S.Paulo .

O economista declarou que o novo eventual imposto será batizado de Contribuição Previdenciária (CP) e será destinado ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso Jair Bolsonaro  vença as eleições .

Ainda sobre questões ligadas à previdência social, o economista da chapa do PSL disse que estuda a possibilidade de abolir a contribuição patronal para a previdência.

Guedes defendeu ainda uma reforma da previdência em que o modelo de capitalização seja implantado, ou seja, o trabalhador receberá em sua futura aposentadoria os mesmos recursos que são recolhidos hoje pelo sistema sobre seu salário. 

Atualmente, a previdência funciona no modelo de repartição simples, que é quando o trabalhador economicamente ativo hoje recolhe para financiar a aposentadoria (e outros benefícios do INSS) dos atuais beneficiários.

Guedes propõe a vigência paralela de ambos os sistemas previdenciários e que o sistema de repartição simples siga existindo por meio de sua nova ideia, o imposto de Contribuição Previdenciária.

Mais propostas de Paulo Guedes

Em um eventual governo de Bolsonaro, o Imposto de Renda terá a alíquota única de 20%
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Em um eventual governo de Bolsonaro, o Imposto de Renda terá a alíquota única de 20%

Durante esse mesmo encontro, Guedes informou que pretende criar uma alíquota única do Imposto de Renda de 20% tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. A reportagem da  Folha de S.Paulo também informa que o economista ainda pretende aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.

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Vale mencionar que Paulo Guedes está escalado para participar da sabatina da Série Estadão FGV/Ibre – Os economistas das eleições, agendada para o dia 3 de outubro. A equipe do Brasil Econômico irá fazer a cobertura do evento.

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