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Com o resultado divulgado pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumula taxas de 2,94% no ano e de 4,48% em 12 meses

Inflação oficial ficou foi inferior ao 1,26% de junho; veja
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Inflação oficial ficou foi inferior ao 1,26% de junho; veja

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho apresentou variação de 0,33%. O valor divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é bem inferior à taxa da inflação oficial do mês de junho, de 1,16%. Vale destacar que em julho do ano passado, o IPCA ficou em 0,24%.

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No acumulado do ano, o balanço ficou em 2,94%, bem acima do 1,43% registrado no mesmo período de 2017. Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial ficou em 4,48%, também acima da marca de 4,39% dos 12 meses anteriores.

De acordo com o IBGE, embora os grupos “Habitação” e “Transporte” tenham apresentado variações positivas respectivamente de 1,54% e 0,49%, foram esses segmentos que mais contribuíram para o novo índice de 0,33%, uma vez que obtiveram forte desaceleração.

O que explica a desaceleração da inflação do grupo “Habitação” é a conta de luz, que apresentou em junho uma taxa de 7,93%, enquanto bateu a marca de 5,33% em julho. Ou seja, 2,6 pontos percentuais (p.p) a menos. A pesquisa também mostra que a energia elétrica foi o item que mais contribuiu para a retração de 0,20 p.p de “Habitação”.

Mesmo com o reajuste de 4,38% nas refinarias, o item gás de botijão de 13 kg teve queda de 0,18% no comparativo mensal. A variação no preço foi autorizada pela Petrobras no dia 5 de julho.

A desaceleração da inflação no grupo “Transportes” aconteceu em decorrência da queda nos preços dos combustíveis de 1,80% e demonstra ainda os reflexos da paralisação dos caminhoneiros que aconteceu entre o final de maio e início de junho deste ano.  

Vale destacar que, em julho, houve deflação nos preços da gasolina de 1,01% e do etanol de 5,48%, que haviam registrado altas, respectivas de 5% e 4,22% em junho.

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Alimentação e bebidas e o resultado da inflação oficial

Na divulgação sobre a inflação oficial, IBGE mencionou que comer fora de casa ficou mais caro
shutterstock
Na divulgação sobre a inflação oficial, IBGE mencionou que comer fora de casa ficou mais caro

O grupo “Alimentação e bebidas” também contribuiu para o resultado do IPCA de julho. Segundo o IBGE, a deflação de 0,12% em julho da categoria veio após a maior alta dos últimos 29 meses. Para se ter uma ideia, em junho, a marca foi uma variação positiva de 2,03%.

Vale destacar que, em São Luís, o setor obteve variação negativa de 1,72% enquanto que, na capital paulista, a marca foi de uma alta de 1,07%.

O balanço também mostra que alimentos para consumo no domicílio caiu 0,59% em julho, após subir 3,09% em junho.

E os alimentos que mais colaboraram para a retração foram a cebola, que passou de uma alta de 1,42% em junho para o saldo negativo de 33,50% em julho; batata-inglesa que apresentou uma taxa positiva de 17,16% para menos 28,14% no mesmo período.

Em relação às altas, os destaques da pesquisa foram o leite longa vida e o pão francês, que obtiveram respectivas altas de 11,99% e 2,22%.

Por outro lado, quem costuma se alimentar fora de casa deve ter percebido um preço mais salgado. Se em junho a categoria acelerou 0,17%, em junho a taxa foi para 0,72%.

Outros segmentos que contribuíram para o resultado de julho foram “Vestuário” e “Educação”, com as variações negativas respectivas de 0,60% e 0,08%.

A desaceleração de 0,07% na categoria “Saúde e cuidados pessoais” veio por conta do item plano de saúde de 0,30%. “A nova marca reflete a apropriação da fração mensal do reajuste de 10% autorizado, em 27 de junho, pela ANS com vigência retroativa a maio, a ser aplicado nos planos individuais novos – aqueles com contratos vigentes a partir de 1989”, explicou o IBGE.

Inflação nas regiões brasileiras

Ao divulgar resultado da inflação oficial, IBGE apontou que Campo Grande apresentou a variação negativa mais intensa
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Ao divulgar resultado da inflação oficial, IBGE apontou que Campo Grande apresentou a variação negativa mais intensa

Regionalmente, o maior índice apresentado foi na Grande São Paulo, que apresentou uma inflação de 0,63%. O IBGE explica que o resultado se deve pela alta de 10,08% na energia elétrica , com o reajuste de 15,84% nas tarifas de uma das concessionárias locais que aconteceu em julho.

O leite longa vida e a passagem aérea também contribuíram para a marca paulistana, uma vez que tiveram altas respectivas de 11,46% e 45,77%.

Por outro lado, lá em baixo no ranking , está a capital Campo Grande, que apresentou a variação negativa de 0,37%, o menor índice regional. Os itens que contribuíram para a queda foram gasolina, tomate, cebola e batata-inglesa, sendo que esses dois últimos produtos obtiveram baixas respectivas de 41,38% e 38,01%.

Famílias com rendimento entre um e cinco salários mínimos

Inflação oficial que é calculada com base no rendimento das famílias entre um e 40 salários mínimos
USP Imagens
Inflação oficial que é calculada com base no rendimento das famílias entre um e 40 salários mínimos

O índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também medido pelo IBGE acompanhou o IPCA e apresentou queda frente a junho, que ficou em 1,43%. Ou seja, 1,18 p.p acima da nova marca de 0,25%.

Diferente da inflação oficial , calculada com base no rendimento das famílias entre um e 40 salários mínimos, o INPC se refere às famílias com um orçamento mensal de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado. Ambos os indicadores abrangem 10 regiões metropolitanas e os municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracajú e Brasília.