Tamanho do texto

Em 2018, índice já acumula alta de 2,75%; o INCC é utilizado para correção dos valores dos contratos de compra de imóveis durante a execução da obra

A coleta de dados do INCC é feita em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília
Antonio Cruz/Agência Brasil
A coleta de dados do INCC é feita em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília

Depois de subir 0,76% no mês passado, o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou nova alta, desta vez de 0,72%, em julho. Só em 2018, o índice já acumula alta de 2,75%. Nos últimos 12 meses, o acréscimo é de 3,93%.

Leia também: Estimativa para inflação vai para 4,11% na segunda redução seguida, aponta Focus

Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) desde 1950, o INCC acompanha a evolução dos custos das construções habitacionais e é utilizado para correção dos valores dos contratos de compra de imóveis durante a execução da obra.

A coleta de dados é feita em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília . O índice é subdivido em duas categorias: materiais, equipamentos e serviços e mão de obra.

Para o primeiro, a variação registrada em julho foi de 1,11%, ante o 0,64% verificado em junho. No período, os quatro subgrupos que compõem índice - materiais para estrutura, para instalação, para acabamento e equipamentos para transporte de pessoas - apresentaram alta de 1,12%, 1,27%, 0,9% e 1,36%, respectivamente.

Leia também: Conta de luz segue mais cara! Bandeira tarifária de agosto também será vermelha

A parcela relativa aos serviços desacelerou, passando de 0,53% em junho para 0,43% neste mês.

O índice referente à mão de obra verificou variação de 0,51% em julho, ante o 0,88% registrado no mês anterior. Segundo a FGV , essa diferença foi motivada principalmente pelos reajustes salariais apontados em Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo .

INCC por capitais

Além de São Paulo (foto), Recife e Rio de Janeiro também apresentaram desaceleração em suas taxas de variação do INCC
iStock
Além de São Paulo (foto), Recife e Rio de Janeiro também apresentaram desaceleração em suas taxas de variação do INCC

Das setes capitais acompanhadas pela FGV, três apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

A primeira registrou alta de 0,35% em julho após subir 0,88% no mês anterior. A capital fluminense, por sua vez, aparece com 0,51% de acréscimo neste mês e 0,78% em junho. São Paulo bateu a alta de 1,13% em junho com 0,65% em julho.

Leia também: Governo reduz previsão do PIB e aumenta expectativa da inflação para 2018

No caminho oposto, estão Salvador, Brasília e Porto Alegre, que registraram alta de 0,94%, 0,45% e 1,82% neste mês, respectivamente. Nestas cidades, a variação do INCC apurada em junho havia sido de 0,81%, 0,27% e 0,18%. Belo Horizonte foi a única capital que repetiu a taxa do mês anterior (0,36%).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.