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Para o ministro da Agricultura de Michel Temer (MDB), os prejuízos gerados pela greve dos caminhoneiros “com certeza” serão ainda maiores, já que muitos animais ainda correm o risco de morrer

Blairo Maggi (PP), ministro da Agricultura de Temer (MDB)
Agência Brasil
Blairo Maggi (PP), ministro da Agricultura de Temer (MDB)

Blairo Maggi (PP), ministro da Agricultura, calcula que o prejuízo no setor da pecuária com a greve dos caminhoneiros atinge mais de R$ 3 bilhões. De acordo com Maggi, o número é da Associação Brasileira de Proteína Animal.

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“Isso é um crescente porque já haviam sido abatidos 64 milhões de aves, entre pintinhos de um dia e ovos que já estavam para eclodir e com a mortandade que está acontecendo nas granjas, já que falta alimentos”, disse.

Para o ministro de Temer , os prejuízos, “com certeza” serão ainda maiores. “Não tenho dúvida de que os prejuízos nesse setor serão na casa dos bilhões e bem para cima”, disse.

O ministro já havia dito que será necessário que o governo ajude os produtores que tiveram muitas perdas com a paralisação dos caminhoneiros. Ele disse ter conversado com diretores do Banco do Brasil e que serão criados mecanismos para “que esse setor não entre em colapso”.

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Socorro aos produtores

Para aliviar os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros, o milho para ração estocado pelo governo federal, no Programa de Vendas em Balcão (ProVB), será usado durante um mês para socorrer os criadores de aves e suínos e as indústrias de processamento de ração animal em todo o país.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está autorizada a comercializar o produto. Pela medida provisória, está fixado em 500 toneladas diárias por pessoa o limite para compra de mercadoria. O Programa de Vendas em Balcão tem como meta disponibilizar estoques públicos do governo federal a pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte por meio da venda direta.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que, desde o começo da greve dos caminhoneiros , quase 70 milhões de aves morreram. Para a entidade, há o risco de cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos não sobreviverem pelo longo período em que foram confinados e alimentando-se inadequadamente.

* Com informações da Agência Brasil

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