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Alta da inflação acontece em meio à crise de desabastecimento no País, que sofre impactos econômicos após oito dias de paralisação dos caminhoneiros; mercado também prevê menor crescimento da economia. Veja dados

Brasil Econômico

Para 2019, o mercado financeiro retraiu a expectativa para o IPCA para 4%, aponta Boletim Focus
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Para 2019, o mercado financeiro retraiu a expectativa para o IPCA para 4%, aponta Boletim Focus

O mercado financeiro aumentou a estimativa frente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. No Boletim Focus publicado nesta segunda-feira (28), o indicador é de 3,60%, o que significa alta de 0,10 ponto percentual frente ao valor projetado na semana passada, de 3,50%.

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A alta divulgada pelo Boletim Focus vem em meio à crise de abastecimento causada pela paralisação dos caminhoneiros. Entretanto, mesmo com a alta, a marca permanece abaixo da meta central para a  inflação  fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. O resultado ainda segue dentro do limite inferior e superior do índice, que estão, respectivamente, em 3% e 6%.

Por outro lado, para o ano que vem, o Focus retraiu a expectativa para o IPCA, já que o indicador passou de 4,01% para 4%, valor abaixo da meta de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

PIB e Selic

Em relação ao Produto Interno Bruto (  PIB  ), o mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do País, que foi para 2,37%. A nova expectativa divulgada é 0,13 ponto percentual menor em relação à marca da semana passada de 2,50%. Vale destacar que esta é a quarta redução consecutiva do indicador. Enquanto que, para o ano que vem, a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, a previsão permanece em 3%.

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Para alcançar as metas, o Banco Central (BC) usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic  , que atualmente está em 6,50% ao ano. Para 2019, o mercado financeiro espera que o indicador encerre o período em 8% ao ano.

Quando a Selic aumenta, o objetivo do BC é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Acompanhe o próximo Boletim Focus e fique por dentro dos principais indicadores econômicos no Brasil Econômico  .

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*Com informações da Agência Brasil

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