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A queda nos preços acontece em meio aos protestos de caminhoneiros que estão acontecendo em todo o País desde o início da semana. A categoria tem reclamado dos aumentos consecutivos nos preços dos combustíveis

Brasil Econômico

Petrobras:  em dois dias, as quedas acumuladas dos preços  da gasolina e do diesel são de respectivamente 2,69% e 2,67%
Arquivo/Agência Brasil
Petrobras: em dois dias, as quedas acumuladas dos preços da gasolina e do diesel são de respectivamente 2,69% e 2,67%

A Petrobras anunciou mais uma queda no preço do litro do diesel nesta quarta-feira (23), segundo dia consecutivo após diversas altas. O valor ajustado para R$ 2,3083 a partir de hoje sofreu reajuste de 1,14% nessa terça-feira. Enquanto a gasolina apresentou uma retração de 0,62% em relação a ontem, já que passou de R$ 2,0433 para R$ 2,0306.

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O anúncio da queda nos preços dos combustíveis pela Petrobras acontece em meio aos protestos de caminhoneiros em todo o País desde o início da semana. A categoria tem reclamado contra os aumentos consecutivos nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel. 

O início da baixa no preço anunciado pela estatal ontem aconteceu após sete aumentos consecutivos. Para se ter uma ideia, em maio, o combustível acumulou alta de 9,34% e de 15,16% em um mês. No caso da gasolina, a alta acumulada de maio foi de 12,95% e de 16,76% em 30 dias.

Por outro lado, em dois dias, as quedas acumuladas sofridas pela gasolina e diesel somam respectivamente 2,69% e 2,67%.

Protestos contra preços de combustíveis

Hoje, pelo  terceiro dia consecutivo, caminhoneiros realizam greve  contra a alta no preço do combustível . Os protestos têm ocupado algumas das principais rodovias federais do País desde o fim da noite de domingo (20). Até o momento, os atos foram registrados em 24 estados.

Debate na Câmara dos Deputados

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados se reúne hoje para discutir a alta dos preços dos combustíveis. O encontro acontece um dia depois de o governo anunciar o acordo com o Congresso para reduzir o preço do diesel.

A ideia do Executivo é eliminar o imposto Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel . Em contrapartida, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sugere a redução da alíquota sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é o principal tributo estadual.

Na avaliação de Maia, são os estados que mais se beneficiam com os aumentos dos combustíveis, já que o ICMS representa um percentual do valor do diesel e da gasolina. Em boa parte dos estados, o imposto varia entre 30% e 32%.

A reunião deve contar com a presença do coordenador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Ravvi Augusto de Abreu Madruga, o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, e representantes da Petrobras, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

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Barril do petróleo

Na avaliação da estatal, os aumentos são consequência das oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. De acordo com a estatal, “os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”. 

A Petrobras destacou que a variação dos preços dos combustíveis nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.

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*Com informações da Agência Brasil

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