Tamanho do texto

Novas projeções do governo se aproximam da estimativa do mercado financeiro, anunciada no início da semana, que também ajustou expectativas para o crescimento do PIB e variação da inflação; veja todas as estimativas

A redução na expectativa do PIB deste ano foi atribuída a uma queda no consumo de serviços no primeiro trimestre
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A redução na expectativa do PIB deste ano foi atribuída a uma queda no consumo de serviços no primeiro trimestre

A estimativa do governo federal para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, sofreu redução de 2,97% para 2,5% em 2018. Segundo o Relatório de Despesas e Receitas do segundo bimestre (março e abril), apresentado nesta terça-feira (22), também houve mudanças na projeção da inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Leia também: Petrobras anuncia queda nos preços da gasolina e do diesel a partir desta quarta

Sobre o PIB , o relatório aponta que o valor nominal estimado pelo governo é de R$ 6,968 trilhões. A redução acontece depois de a expectativa para o crescimento da economia atingir 3% nos dois primeiros meses do ano. Já em relação à inflação, é esperado que os preços subam, na média, 3,11% – enquanto era estimada em 3,64% no primeiro bimestre. 

No início da semana, o mercado financeiro lançou as estimativas para o crescimento da economia e a variação da inflação , que foram próximas às do governo. A redução do PIB deste ano é atribuída à queda no consumo de serviços no primeiro trimestre, que fechou o período abaixo da projeção inicial. 

"Como o primeiro trimestre foi um pouquinho abaixo do previsto, e o PIB do ano inclui o primeiro trimestre, tem essa revisão do PIB para baixo", explicou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kankzuc, ao assegurar que a previsão de crescimento da economia para 2019 foi reajustada para cima, passando de 3% para 3,3%.

“É uma leitura de que os sinais vitais da economia, de que o investimento, [consumo de] bens de capital, construção e bens duráveis estão super fortes, com crescimento 8% a 9%, em termos anuais”, completou.

Na semana passada,  o Banco Central já havia apontado a queda na atividade econômica no primeiro trimestre em comparação ao período anterior. Segundo o secretário, o aumento do consumo de serviços cresceu depois da devolução do FGTS em meados do ano passado, mas agora está caindo porque "acabou o efeito positivo". 

Taxa de câmbio e petróleo

O governo também publicou extimativas acerca da taxa média do dólar, calculada em R$ 3,35, o que significa um valor 2,6% superior ao projetado no bimestre anterior. Na última semana, o dólar se valorizou mais de 3,8%, porém voltou a recuar nesta segunda-feira (21), depois de intervenção do BC no mercado de câmbio.

O preço médio do barril de petróleo também foi reajustado, conforme mostra o relatório divulgado hoje. Segundo o documento aponta, a cotação do barril do tipo Brent será de US$ 68,30, na média anual, um aumento de 5,1% sobre o período anterior, quando chegou a US$ 64,98. 

O petróleo sofreu valorização depois de o governo dos Estados Unidos anunciar o fim do acordo nuclear com o Irã, um dos maiores produtores do combustível no mundo todo. 

Por fim, no mesmo documento sobre PIB e taxa média do dólar, foi apontado o rendimento médio dos salários, índice que também sofreu reajuste para baixo. De acordo com as projeções do governo, a massa salarial nominal irá crescer 5,12%, número menor que os 5,88% previstos anteriormente. Segundo o Ministério da Fazenda, este reajuste segue a previsão de crescimento menor da economia no ano.

*As informações são da Agência Brasil