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Embora a estimativa tenha se afastado ainda mais do centro da meta de 4,5%, valor se manteve acima do limite inferior estabelecido em 3%; veja

Brasil Econômico

Na quarta-feira (7), o Copom baixou a Selic para a menor marca já registrada pelo BC
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Na quarta-feira (7), o Copom baixou a Selic para a menor marca já registrada pelo BC

Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passando o indicador de 3,94% para 3,84%, conforme registrou o boletim Focus publicado pelo Banco Central (BC).

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A estimativa se afastou ainda mais do centro da meta, de 4,5%, entretanto se manteve acima do limite inferior de 3%. Para o próximo ano, o BC registrou que a expectativa para a inflação se manteve em 4,25%, que é o valor do centro da meta de 2019.

PIB e Selic

Em relação ao Produto Interno Bruto ( PIB ), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, a estimativa do mercado financeiro se manteve tanto para 2018 quanto para 2019, com as respectivas projeções positivas de 2,70% e 3%.

Na quarta-feira (7), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros , a Selic , para o menor nível já registrado na história, com a marca de 6,75% ao ano. Até a reunião, a taxa estava em 7%.

A justificativa do Copom para o corte na taxa básica de juros são os indicativos da "recuperação consistente da economia" divulgados na última reunião. "O cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica cresce globalmente. Isso tem contribuído, até o momento, para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes, apesar da volatilidade recente das condições financeiras nas economias avançadas", afirmou o Comitê.

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Vale destacar que, quando a Selic aumenta, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando o Copom diminui os juros básicos, a ideia é que fazer com que crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Segundo o BC, a Selic deve fechar 2018 no atual patamar, de 6,75%, e subir ao longo de 2019 até chegar em 8% ao ano.

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*Com informações da Agência Brasil

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