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Dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em fevereiro de 2047, feita nesta quinta-feira (18) pelo Tesouro Nacional

Com lançamento de títulos da dívida externa, governo pega dinheiro emprestado para devolver com juros
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Com lançamento de títulos da dívida externa, governo pega dinheiro emprestado para devolver com juros

Com uma taxa de juros de 5,6% ao ano, o Tesouro Nacional conseguiu captar US$ 1,5 bilhão de investidores norte-americanos e europeus. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em fevereiro de 2047, feita nesta quinta-feira (18). A taxa da operação foi a menor para esse tipo de papel em quatro anos.

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A partir do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros . Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a 29 anos com a correção acordada, de 5,6% ao ano.

As taxas mais elevadas indicam maior grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Com os sucessivos rebaixamentos sofridos pelo país, que perdeu o grau de investimento (selo de bom pagador), os estrangeiros passaram a cobrar juros mais altos para comprar os papéis brasileiros.

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A última vez em que o Tesouro tinha lançado papéis externos de 30 anos tinha sido em julho de 2016. Na ocasião, o governo brasileiro captou US$ 1,5 bilhão com papéis com vencimento em 2047, pagando taxas de 5,875% ao ano. A taxa obtida na emissão de hoje é a menor para títulos em dólares de 30 anos desde julho de 2014, quando o Tesouro tinha conseguido captar US$ 3,55 bilhões pagando 5,131% ao ano.

O título brasileiro ficou com uma taxa de 271 pontos-base maior que a dos títulos do Tesouro americano, de 30 anos. Isso significa que o Tesouro pagará 2,71 pontos percentuais de juros acima dos papéis dos Estados Unidos. Na emissão de dois anos atrás, a diferença estava maior, 357,2 pontos.

Títulos norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo. Quanto maior o spread (diferença entre as taxas brasileiras e norte-americanas), maior a desconfiança dos investidores internacionais. Segundo o Tesouro, a demanda superou a oferta, mas o órgão não informou o número.

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Os recursos captados no exterior com os juros mais baixos serão incorporados às reservas internacionais do país em 23 de janeiro. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.

*Com informações da Agência Brasil

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