Tamanho do texto

Indicador Antecedente de Emprego atinge a maior pontuação do índice e chega a 107 pontos, melhor resultado da série iniciada em junho de 2008

Brasil Econômico

Sondagem da Indústria de Transformação é um dos destaques na pesquisa sobre o mercado de trabalho
shutterstock
Sondagem da Indústria de Transformação é um dos destaques na pesquisa sobre o mercado de trabalho

Assim como o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou queda no desemprego, o resultado apresentado pelo Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), divulgado nesta terça-feira (9), mostra uma tendência de recuperação do mercado de trabalho já nos primeiros meses de 2018. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) explica que a pontuação do índice chegou a 107 pontos em dezembro de 2017, e é o melhor resultado da série iniciada em junho de 2008.

Leia também: Desemprego chega ao menor nível do ano, mas ainda atinge 12,6 milhões, diz IBGE

O Instituto também verificou a situação do mercado de trabalho no Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) que avançou 1,7 ponto chegando a marca de 100,3 pontos, maior registro desde março de 2017, quando a pontuação era de 100,6.

O economista da FGV, Fernando de Holanda Filho, alega que o IAEmp reflete a expectativa de melhora dos negócios e planos de contratação das empresas nos próximos meses, e que a geração de postos de trabalho deve avançar ainda mais ao longo do ano.

Embora o economista fale sobre melhora, ele também avalia que as variações positivas não significam um mercado de trabalho farto, mas, sim, um cenário ainda difícil para o trabalhador. “A taxa de desemprego se mantém na casa dos 12% e a geração de vagas continua ocorrendo predominantemente no mercado informal , retratando um mercado de trabalho ainda complicado”, conclui.

Leia também: Estagiários não têm vínculo trabalhista, mas também têm direitos; veja quais são

Categorias

De acordo com a FGV, o crescimento do Indicador Antecedente de Emprego aconteceu em seis das sete categorias existentes, com destaque para aquelas que apuram a situação dos negócios para os próximos seis meses, na Sondagem da Indústria de Transformação, além da situação atual da Sondagem de Serviços.

A pesquisa também mostra que a classe de renda mais baixa, de consumidores com renda familiar de até R$ 2,1 mil foi a que mais contribuiu para a alta, já que obteve crescimento de 9,5 pontos.

Leia também: Buscar emprego no início do ano aumenta suas chances? Descubra se é verdade

O indicador fechou 2016 em 90 pontos, abriu 2017 em 95,6 e só veio a ultrapassar a marca dos 100 pontos em setembro do ano passado, o que demonstra recuperação numérica no mercado de trabalho do País.

*Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.