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Para Mansueto de Almeida, mercado aceitou o ajuste com teto de gastos; segundo ele, controle das contas leva mais tempo por alterar as despesas

Brasil Econômico

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, destacou nesta segunda-feira (4) a reação do mercado com o ajuste promovido pelo teto de gastos, aprovado pelo governo em 2016. Em seminário na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, o secretário afirmou que o ajuste é gradual, pois age sobre as despesas sem aumentar impostos.

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Segundo ele, este foi o entendimento do mercado . "É um ajuste gradual porque vem da despesa, é muito mais lento, porque a despesa no Brasil é muito engessada. É muito difícil mexer nessa despesa sem antes ter um grande debate público, um grande debate democrático". O secretário disse, ainda, ter confiança de que o teto de gastos será alterado após completar dez dos 20 anos previstos.

Para Mansueto de Almeida, mercado compreendeu ajuste; secretário destacou a decisão de não elevar a carga tributária
Agência Brasil
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Essa possibilidade está prevista em lei e pode ser adotada caso o endividamento seja contido neste período. "Coloco em geral dez anos porque tenho quase certeza de que a partir do décimo ano essa regra será modificada. Essa regra em vigor por dez anos significa um ajuste fiscal que nunca foi feito no Brasil", afirmou.

Reforma da Previdência

Ainda que o teto já tenha sido aprovado, Mansueto considera necessário complementar o controle de gastos com a reforma da Previdência, pelo peso que essas despesas têm sobre os gastos obrigatórios do governo. "Pouco mais da metade de tudo que o governo federal gasta é com Previdência. A tendência disso é piorar cada vez mais se não ocorrer uma reforma", avaliou.

O secretário do Ministério da Fazenda lembrou que a Previdência transfere renda de forma desigual, pagando aposentadorias e pensões mais altas à parte mais rica da população. Segundo ele, a proposta do governo para o setor é "das mais justas" e "necessária do ponto de vista da equidade".

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"O Brasil hoje gasta excessivamente com aposentadoria e pensão. Isso vai para os domicílios mais ricos e não consegue ter um efeito distributivo que outros países conseguem ter", disse, após comentar a recepção do mercado em relação ao ajuste. "É legítimo a sociedade debater maneiras diferentes e regras diferentes. O que não faz sentido é negar a necessidade da reforma da Previdência. Temos que fazer e enfrentar esse debate", acrescentou.

* Com informações da Agência Brasil.

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