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PIB registra terceira alta consecutiva, com taxa de investimento de 16,1% no terceiro trimestre do ano. Indústria e serviços registraram avanço no período

Brasil Econômico

IBGE aponta crescimento de 1,4% no PIB em relação ao terceiro trimestre do ano passado
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IBGE aponta crescimento de 1,4% no PIB em relação ao terceiro trimestre do ano passado

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (1º), uma variação de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano, frente ao segundo trimestre e na série com ajuste sazonal. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,641 trilhão no período, sendo R$ 1,416 trilhões referentes ao Valor Adicionado, e R$ 225,8 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

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Em relação ao igual período do ano passado, o crescimento foi de 1,4%. Já no acumulado em quatro trimestres, terminados no terceiro trimestre de 2017, o PIB caiu 0,2%, ante os quatro trimestres anteriores. Segundo o IBGE , o crescimento no acumulado do ano até o mês de setembro foi de 0,6%.

A taxa de investimento no terceiro trimestre foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,3% do mesmo período do ano anterior. A taxa de poupança foi de 15,2%, frente aos 14,9% do mesmo período de 2016.

Atividades

Com a variação obtida no terceiro trimestre deste ano, a agropecuária registrou baixa de 3%, a Indústria cresceu 0,8% e os serviços avançaram em 0,6%. No que se diz respeito às atividades industriais, houve crescimento de 1,4% nas Indústrias de transformação, assim como nas indústrias extrativas, que acresceram 0,2%. As demais atividades mantiveram estabilidade: eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, com 0,1% e construção, com 0,0%.

Nos serviços, os resultados positivos partiram do o comércio, com 1,6%, atividades imobiliárias, com 0,9%, outras atividades de serviços, com 0,2% e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social, com 0,2%. Enquanto atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, transporte, armazenagem e correio e informação e comunicação permaneceram estáveis, com taxas entre 0,0% e -0,1%.

O Valor Adicionado a preços básicos aumentou 1,2% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios cresceram 2,5%. O avanço de 9,1% da agropecuária em comparação ao terceiro trimestre de 2016 foi considerado um dos principais contribuintes para a geração do Valor Adicionado.

A taxa pode ser explicada, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre e pela produtividade sobre a área plantada.

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado em novembro, o crescimento na estimativa de produção anual e ganho de produtividade de culturas com safras significativas nesse trimestre, como milho, com 54,9%, algodão herbáceo, com 10,7% e laranja, com 0,1% amenizou o fraco comportamento de culturas como, cana de açúcar, com -6,8%, café, com -7,9% e mandioca, com -1,8%.

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Acumulado do ano

O crescimento de 0,6% do PIB no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2017 foi impactado pelo avanço de 14,5% na agropecuária, assim como pelas quedas na indústria e em serviços, de respectivamente, 0,9% e 0,2%.  

Dentre as atividades industriais, apenas construção acumulou baixa, com recuo de 6,1%. Nessa base comparativa,  outras atividades da indústria mantiveram-se positivas: indústrias extrativas, com 5,9%, eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, com 1,3% e Indústrias de transformação, com 0,3%.

Nos serviços, as maiores retrações foram percebidas em informação e comunicação, com -2%, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com -1,8% e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade, com -0,9%. Em contrapartida, comércio e atividades imobiliárias aumentaram ambas, 0,8%.

No diagnóstico da demanda interna, considerando o acumulado do ano até setembro, houve queda de 3,6% da formação bruta de capital fixo. A despesa de consumo das famílias variou positivamente em 0,4%, em oposição à despesa de consumo do governo, com recuo de 0,6%. No setor externo, as importações de bens e serviços se expandiram em 3,9%, enquanto as exportações de bens e serviços aumentaram 4%.

Acumulado nos quatro trimestres

O decréscimo de 0,2% no PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em setembro deste ano no confronto com os quatro trimestres anteriores influenciou o Valor Adicionado a preços básicos, que caiu 0,1%, assim como os impostos sobre produtos líquidos de subsídios, que recuou 0,5%.  O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu dos desempenhos da agropecuária, com 11,6%, indústria, com -1,4% e serviços, com -0,8%.

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Na análise da despesa, a formação bruta de capital fixo variou negativamente em 4,2%, bem como a despesa de consumo das famílias e a despesa de consumo do governo, com quedas de 0,5% e 0,4%, respectivamente. No setor externo, o levantamento do IBGE destacou as altas nas exportações de bens e serviços, com 1,1% e nas importações de bens e serviços, com 2,7%.

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