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Diferença entre exportações e importações fica em US$ 62 bilhões no acumulado do ano e Brasil quebra recorde da série iniciada em 1989

Acumulado de 2017 já superou total de 2016, que foi encerrado com superávit de US$ 47,7 bilhões na balança comercial
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Acumulado de 2017 já superou total de 2016, que foi encerrado com superávit de US$ 47,7 bilhões na balança comercial

A balança comercial, que representa a diferença entre exportações e importações do País, atingiu superávit de US$ 62 bilhões no acumulado entre janeiro e novembro e bateu o recorde da série histórica, iniciada em 1989. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido de US$ 43,26 bilhões. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (1º) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

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Considerando todo o ano de 2016, o resultado não supera o saldo positivo registrado até novembro de 2017. No ano passado, o superávit comercial – quando o País exporta mais do que importa – foi encerrado em US$ 47,7 bilhões. Até então, este era o melhor resultado da série histórica. As previsões para o encerramento da balança comercial neste ano ficam entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões, segundo o MDIC. Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o mês de novembro apresentou queda no superávit, ficando em US$ 3,54 bilhões contra US$ 4,75 bilhões de 2016.

Exportações e importações

O Brasil exportou o valor total de US$ 16,68 bilhões em novembro, o que indica uma alta de 2,9% sobre o mesmo mês do ano passado pelo critério da média diária. O aumento decorreu principalmente da valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) no mercado externo.

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As importações, no entanto, também cresceram em ritmo mais elevado, em decorrência da recuperação da economia. No mês passado, o País comprou US$ 13,14 bilhões do exterior, alta de 14,7% na mesma comparação também pelo critério da média diária.

No que diz respeito às exportações , as vendas de produtos básicos aumentaram 26,5% em relação a novembro do ano passado. Já a comercialização de produtos semimanufaturados subiu 3,1%, enquanto as de produtos manufaturados caíram 14,2% na mesma comparação.

A alta das importações foi motivada pelas compras de combustíveis e lubrificantes (+69,2%), de bens de consumo (+20%), de bens de capitais (máquinas e equipamentos para produção), com alta de 10,8%, e de bens intermediários (+6,7%).

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Entre os meses de janeiro e novembro, o Brasil exportou US$ 200,15 bilhões, com alta de 18,2% sobre os 11 primeiros meses do ano passado pelo critério da média diária. As importações , por sua vez, totalizaram US$ 138,14 bilhões, crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período de 2016, também pela média diária, chegando ao resultado positivo da balança comercial.

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