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FGV aponta recuo de 0,86% no acumulado nos últimos 12 meses do IGP-M
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FGV aponta recuo de 0,86% no acumulado nos últimos 12 meses do IGP-M

Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta quarta-feira (29) mostrou que, em novembro, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), utilizado no reajuste do aluguel , subiu para 0,52%, depois de uma alta de 0,20% em outubro. O índice é conhecido popularmente como "inflação do aluguel". 

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No acumulado desde janeiro, a taxa manteve-se decrescente, com baixa de 1,40%. O recuo de 0,86% também permaneceu no acumulado dos últimos 12 meses. Vale mencionar que os dados da avaliação foram coletados pela FGV entre os dias 21 de outubro e 20 de novembro.

Em relação ao Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a variação passou de 0,16% para 0,66%. O subgrupo de combustíveis para o consumo foi apontado como o principal contribuinte, ao acrescer de 1,70% para 9,17%.

Já o subcomponente matérias-primas brutas, onde estão incluídas as commodities , que são produtos primários com cotação no mercado internacional, houve retração de 0,68%. Entretanto, mesmo em queda, o resultado foi menos intenso do que a baixa de 1,05% registrada no estudo anterior.

Outros segmentos

Nos itens em que foram identificadas mudança na direção de reajustes, há destaque para leite in natura , que passou de -7,22% para -3,76%, mandioca, de -0,53 para 5,91%, e aves, indo de 1,80% para 4,19%.

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No mês, o aumento do milho se mostrou menos expressivo, ao recuar de 10,75% para 5,09%, assim como a laranja, que caiu de 5,70% para 1,39%. No caso dos bovinos, os preços retraíram 1,33% ante um avanço de 0,76%.

No que se diz respeito ao varejo, foi observada estabilidade no período, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mantendo a taxa de 0,28%. É importante destacar as pressões sofridas no grupo de "habitação", que aumentou significativamente para 0,77%, frente a 0,31% do mês anterior.

O resultado foi impulsionado pela conta de luz, que cresceu de 0,92% para 3,93%,  transportes, de 0,15% para 0,62%, e saúde e cuidados pessoais, ao subir de 0,33% para 0,40%.

Segundo a avaliação da FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção ( INCC ) registrou  aumento de 0,28%, em novembro, taxa timidamente acima do 0,19% obtida entre setembro e outubro deste ano. Essa elevação foi impactada pelo conjunto de materiais, equipamentos e serviços, que cresceu de 0,44% para 0,61%.

*Com informações da Agência Brasil

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