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Segundo levantamento da CNC, índice chegou a 80,2 pontos em outubro; resultado indica maior otimismo dos consumidores desde junho de 2015

Brasil Econômico

A intenção de consumo das famílias brasileiras registrou o melhor resultado em mais de dois anos. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (28) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo ( CNC ), o indicador alcançou 80,2 pontos. O resultado representa um crescimento de 0,3 ponto em relação a outubro e o nível mais alto desde junho de 2015, quando o indicador ficou em 81,8 pontos.

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Quando a comparação se dá com novembro de 2016, a alta chegou a 7,9%. Apesar da alta na comparação entre os meses, a intenção de consumo segue abaixo da linha divisória dos 100 pontos, indicando uma "lenta recuperação do otimismo das famílias e percpeção de insatisfação com a situação atual", segundo a CNC. O indicador pode variar entre zero e 200 pontos.

Além da intenção de consumo, famílias brasileiras também apresentaram percepções mais otimistas sobre emprego e renda
Marcelo Casal/Arquivo/Agência Brasil
Além da intenção de consumo, famílias brasileiras também apresentaram percepções mais otimistas sobre emprego e renda

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Para o economista da CNC, Bruno Fernandes, ainda que a recuperação do otimismo seja lenta, o resultado indica que "a trajetória favorável da inflação , aliada a uma leve recuo do custo do crédito e retomada da massa salaria, vem liberando uma fatia maior do orçamento das famílias para o consumo". Na análise por faixa de renda, o nível de confiança das famílias que recebem menos de dez salários mínimos apresentou alta.

O otimismo do grupo cresceu 0,3 ponto na comparação com outubro. Entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos, a alta foi de 2,7 pontos. Neste grupo, o índice chegou a 92,7 pontos, enquanto o das demais faixas de renda ficou em 77,8 pontos. Os demais componentes por faixa de renda também permanecem abaixo da linha dos 100 pontos.

Percepção sobre emprego e renda em alta

O componente que analisa o emprego atual foi o único que ficou acima da linha divisória, com 108,8 pontos. O índice que questiona a segurança do trabalho atual cresceu 1,4 ponto na comparação com outubro. Na comparação com novembro do ano passado, a alta foi de 3,2 pontos. O percentual de famílias que se sentem mais seguras no emprego atual é de 32,9%, resultado 1,2 ponto percentual acima de outubro

A percepção das famílias em relação à renda atual teve a maior variação mensal desde março deste ano ao fechar o penúltimo mês de 2017 em 93,7 pontos. O resultado é 2,4 pontos acima do apresentado em outubro. Na comparação com novembro de 2016, a alta é de 4,3 pontos.

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O componente de perspectiva profissional, que avalia a otimismo das famílias com o mercado de trabalho, registrou alta, passando de 93,1 pontos, em outubro, para 96,3 pontos, em novembro. A comparação com o mesmo período de 2016, no entanto, indica queda de 2,5 pontos. A CNC obtém as informações sobre a intenção de consumo das famílias com base em 18 mil questionários, analisados mensalmente.

* Com informações da Agência Brasil.

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