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A melhora na situação presente das empresas foi apontada como a maior influência para o crescimento da confiança da construção em novembro

Brasil Econômico

Índice Nacional de Custo da Construção – M  da FGV varia  0,28% em novembro
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Índice Nacional de Custo da Construção – M da FGV varia 0,28% em novembro

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta segunda-feira (27) os resultados do índice de Confiança da Construção ( ICST ), que avançou 1,1 ponto em novembro, ao atingir 79,1 pontos. Levando em consideração dados ajustados sazonalmente, esta foi a sexta alta seguida do índice.

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“Em novembro, vale destacar que a percepção das empresas em relação à carteira de contratos teve forte avanço. Também houve aumento nas assinalações de contratações de mão de obra nos próximos meses – o indicador registrou a terceira alta consecutiva, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2014. Assim, as empresas chegam com a percepção de que a situação corrente dos negócios, teve uma “despiora” ao longo do ano. O avanço não foi grande, o Índice de Situação Atual ainda se encontra distante de sua média histórica, mas estes resultados representam uma sinalização importante de melhora da atividade da construção nos últimos meses do ano, o que, por sua vez, traz perspectivas mais positivas para o setor em 2018”, afirmou a coordenadora de projetos da construção da do Ibre/ FGV , Ana Castelo.

Situação atual e expectativas

A melhora na situação presente das empresas foi apontada como a maior influência para o crescimento do ICST em novembro. Tal dado foi evidenciado pelo Índice da Situação Atual (ISA-CST), que variou 3 pontos, para 69,2 pontos – sua maior variação desde maio de 2014, quando marcou 4 pontos. Vale ressaltar que o indicador que mais impactou a alta do ISA-CST foi o da situação atual da carteira de contratos, que subiu 4,2 pontos, alcançando os 67,8 pontos.

Em contrapartida, o Índice de Expectativas caiu 0,8 ponto, ficando em 89,4 pontos, depois de registrar cinco acréscimos consecutivos. A queda de 2,1 pontos no indicador que mede a demanda para os três meses seguintes foi um forte contribuinte negativo para o IE-CST.

Com os resultados divergentes dos indicadores em novembro, pôde-se observar que a diferença entre ambos diminuiu para 20,2 pontos, sendo essa a menor distância desde janeiro deste ano. O avanço expressivo do ISA-CST decorreu da melhora do cenário atual dos três grandes segmentos: edificações, com mais 3 pontos, obras de infraestrutura, com 2,8 pontos e serviços especializados, com 1,5 ponto.

É válido destacar que em três meses, o ISA de edificações apresentou crescimento de 6,8 pontos. Na comparação anual, este segmento também é o com melhor resultado. “Há uma grande expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura, fortalecida pelos leilões realizados ao longo do ano. No entanto, os investimentos ainda irão demorar a repercutir na atividade. Por outro lado, o segmento de edificações tem uma capacidade de impactar mais rapidamente”, expôs Ana.

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Em relação ao Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor houve variação negativa de 1,6 ponto percentual, atingindo 63,8%. O NUCI de mão de obra e o de máquinas e equipamentos recuaram respectivamente, 1,8 e 0,5 ponto percentual.

Custo

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) variou 0,28% em novembro, acima do 0,19% do mês anterior. Já o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,61%, frente a 0,44% de outubro. O índice referente à mão de obra permaneceu estável, com 0,01%.

No grupo materiais, equipamentos e serviços, o índice de materiais e equipamentos variou 0,75%. Dos quatro subgrupos componentes, três avançaram. Em especial materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,92% para 1,21%.

Serviços, por sua vez, passou de 0,08%, em outubro, para 0,09%, em novembro, com influência da aceleração de refeição pronta no local de trabalho , indo de -0,17% para 0,48%.  A FGV ainda mostrou que seis capitais registraram altas em seus resultados mensais: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Enquanto Brasília desacelerou.  

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