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O Banco Central deu prazo de 180 dias para que os bancos e a Centralizadora da Compensação de Cheques (Compe) se enquadram na nova regra; entenda

Cheques tem novas regras para compensação, informou nesta segunda-feira o Banco Central
Marcos Santos/ USP IMAGENS
Cheques tem novas regras para compensação, informou nesta segunda-feira o Banco Central


O Banco Central (BC) mudou as regras para a compensação de cheques no País. O anuncio foi feito nesta segunda-feira (27) e a partir de agora, a compensação será feita em um dia útil, sendo cheques em qualquer valor.

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Atualmente o prazo de compensação é de dois dias úteis e foi informado pelo Banco Central que os bancos e a Centralizadora da Compensação de Cheques (Compe) terão 180 dias para se adequar à nova sistemática. "As alterações seguem o esforço do BC de aprimorar os vários instrumentos de pagamentos, tornando-os mais seguros e eficientes para o usuário", acrescentou a instituição em comunicado.

O BC enfatizou que a tecnologia atual das instituições financeiras no processamento de dados é capaz de realizar a transação de forma mais ágil, e enfatizou que de março de 2005 até outubro de 2017, o número de cheques a circular mensamente teve queda significativa em todo o País. Passou de170 milhões em 2005 para 42 milhões este ano.

“A unificação da compensação, atualmente segregada por faixas de valores, permitirá ganho de eficiência e redução de custos, operacionais e financeiros, para todo o sistema, em linha com a agenda BC+ [medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente]”.

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Dados

Balanço feito pela Boa Vista SCPC identificou que no mês de outubro houve queda de 0,76 ponto percentual (p.p.) no número de cheques que foram devolvidos, sendo considerada a segunda devolução por falta de fundos.

Na comparação mensal, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados diminuiu frente ao mês de setembro (quando o nível foi de 1,75%) devido ao aumento de 8,5% para os cheques movimentados e menor crescimento dos cheques devolvidos, de 5,3%.

Futuro

A medida também entende que nos dias atuais, outras formas de pagamentos se sobressaem frente aos cheques. O parcelamento de compras no cartão de crédito tomou o espaço do papel há alguns anos.

Outro fator que colaborou para o uso menor dos cheques é a possibilidade de o consumidor pagar suas compras à vista e em dinheiro e ter desconto no valor final da compra, que foi autorizado pelo Banco Central no meio deste ano. 

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