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Índice de confiança do consumidor passou de 41,3 pontos em setembro para 42,1 pontos no mês de outubro, segundo levantamento do SPC e do CNDL

Presidente do CNDL acredita que percepção maior de confiança do consumidor virá nos próximos meses
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Presidente do CNDL acredita que percepção maior de confiança do consumidor virá nos próximos meses

O índice de confiança do consumidor brasileiro aumentou 2,4% entre setembro e outubro, elevando a medição de 41,3 pontos para 42,1 pontos. As informações foram obtidas a partir a pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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De acordo com a metodologia do estudo, em uma escala de 0 a 100 pontos, quanto mais próximo da pontuação máxima, maior é a percepção de otimismo do consumidor . O Indicador de Confiança é composto pelo Subindicador de Expectativas, que subiu de 52,7 para 54 pontos, e pelo Subindicador de Condições Atuais (de 29,8 pontos para 30,3 pontos).

Segundo avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o Brasil está em processo de retomada de crescimento, embora ainda de forma lenta. Ele acredita que a percepção virá nos próximos meses e, com isso, haverá um resgate maior da confiança. “A mais aguardada mudança é a redução do desemprego, que já registrou queda nos últimos meses, mas ainda permanece elevado e foi fortemente influenciado pelo aumento da informalidade”, disse o executivo.

Para a execução da pesquisa, foram ouvidos 801 consumidores. Cerca de 83% deles consideraram que as condições atuais da economia brasileira ainda não são boas. Para 42% desses entrevistados, um dos principais pontos negativos é o desemprego.

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Mesmo reconhecedo que a inflação vem caindo, 30% dos entrevistados ainda veem os reajustes de preços como um obstáculo ao crescimento econômico. Para 13%, o que prejudica são os juros altos. Outros 14% avaliaram como regular o desempenho e 2% acharam que o país está vivendo um bom momento.

O levantamento também indicou que, apesar de ter prevalecido a percepção mais negativa, há menos consumidores insatisfeitos com a sua própria condição financeira do que em relação à economia do País. Para 41% dos sondados, o quadro é ruim ou péssimo, enquanto 47% indicaram como regular e classificaram como bom.

Quando questionados se estavam exercendo alguma atividade remunerada, 57% responderam que sim, mas 27% demonstraram receio de serem demitidos. Ao mesmo tempo, 31% consideraram baixa essa possibilidade.

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Entre os que apresentaram maior ceticismo, foram alegados ganhos baixos e dificuldades para pagar as contas, segundo apontaram 43% dos entrevistados. O desemprego é uma das grandes queixas do consumidor, pois 32% dos participantes citaram este problema. A queda da renda familiar foi apontada por 16%, enquanto 4% disseram ter tido algum imprevisto que atrapalhou o orçamento . Outros 70% afirmaram estar bem com sua vida financeira por fazer um bom controle de seu orçamento.

*Com informações da Agência Brasil

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