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Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recua de 0,49% para 0,24% em novembro. Resultado acumulado até este mês é de uma baixa de 1,31%; veja

Índice de Preços ao Produtor Amplo da FGV também recuou no mês, com 0,21%
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Índice de Preços ao Produtor Amplo da FGV também recuou no mês, com 0,21%

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta quinta-feira (16) uma variação de 0,24% no Índice Geral de Preços – 10 ( IGP-10 ), em novembro, frente à taxa de 0,49% de outubro.  Em novembro do ano passado, o índice variou 0,06%, enquanto o resultado acumulado até novembro é de uma baixa de 1,31%. Em 12 meses, o IGP-10 recuou 1,11%.

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A FGV também apresentou a apuração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que ficou em 0,21% em novembro, ante a 0,67% do mês anterior. Os bens finais registraram variação de 0,44%, frente a 0,40% de outubro. O subgrupo alimentos processados foi apontado como o principal contribuinte para o desempenho mensal, ao passar de menos 0,09% para 0,72%. Já o índice relativo a bens finais, calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para consumo, ficou em 0,45%.

O índice do grupo bens intermediários ficou em 1,33% neste mês, enquanto que em outubro o resultado foi de 1,39%. O principal motivo para o recuo foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção, que decresceu de 4,71% para 2,14%. Em relação ao índice de bens intermediários, apurado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, a taxa foi de 1,21%.

O grupo matérias-primas brutas variou negativamente, em menos 1,44%, ante a 0,17% do mês passado. Os seguintes itens foram considerados influências significativas para a desaceleração do grupo: minério de ferro, ao passar de -2,79% para -11,71%, bovinos, de 4,26% para -1,83% e milho em grão, de 10,24% para 7,28%. Por outro lado, altas foram observadas em aves, indo de 0,64% para 4,77%, soja em grão, de 2,72% para 3,82% e mandioca, de -0,37% para 4,30%.

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Outros índices

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,32% em novembro, com acréscimo em quatro das oito classes de despesa que o compõem, porém com maior ênfase para habitação, que passou de -0,01% para 0,78%. Nesta classe de despesa, vale ressaltar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, que foi de -1,22% para 3,69%.

Os grupos alimentação, saúde e cuidados pessoais e comunicação foram outros avanços observados no mês, ao passarem de respectivamente, -0,08%, 0,21% e 0,24% para 0,02%, 0,50% e 0,64%. Nestas classes de despesa, os destaques foram: hortaliças e legumes, indo de 0,19% para 5,29%, artigos de higiene e cuidado pessoal, de -0,72% para 0,22% e tarifa de telefone móvel, de 0,39% para 1,21%.

Em contrapartida, houve baixa nas taxas de variação dos grupos educação, leitura e recreação, indo de 0,46% para -0,37%, vestuário, de 0,60% para -0,23%, despesas diversas, de 0,59% para 0,10% e transportes, de 0,48% para 0,41%. Aqui, vale mencionar o desempenho dos itens passagem aérea, de 8,10% para -13,61%, roupas, de 0,87% para -0,14%, cigarros, de 1,24% para 0,47% e gasolina, de 2% para 0,75%.

Outro dado apontado pela FGV foi a variação de 0,30% no Índice Nacional de Custo da Construção ( INCC ), em novembro, ante 0,11%, do mês anterior, com 0,67% para o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços. No que diz respeito ao índice referente ao custo da mãe de obra, houve estabilidade, com a mesma taxa registrada em outubro, de 0,02%.

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