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Presidente do BB avalia que a retomada do crescimento é consistente, e que este ano a instituição projetou alta de 0,7% do PIB, e de 2,8% para 2018

Brasil Econômico

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil ( BB ) chegou a R$ 7,872 bilhões nos nove primeiros meses de 2017. O saldo positivo da instituição financeira é 45,1% maior do que o alcançado no mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (9) pela instituição financeira.

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A inadimplência do Banco do Brasil obteve baixa de 4,11% em junho e de 3,94% no mês de setembro
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A inadimplência do Banco do Brasil obteve baixa de 4,11% em junho e de 3,94% no mês de setembro

Já no terceiro trimestre do ano, a porcentagem é mais tímida, 15,9% superior ao registrado no ano passado, o valor do lucro ajustado foi de R$ 2,7 bilhões. O Banco do Brasil ainda menciona que o saldo é 2,2% superior ao do segundo trimestre deste ano.

Um dos elementos que contribuiu para o resultado foi a carteira de crédito do BB que fechou o mês de setembro em R$ 677 bilhões, que significa uma retração de 2,7% em relação ao volume de empréstimos negociados em junho, de R$ 696,1 bilhões. O presidente da instituição, Paulo Cafarelli, afirmou que a redução anual de 7,9% da carteira está ligada à mudança da composição da carteira de crédito que está sendo feita pelo BB, que tem investido em operações de menor risco.

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Agronegócio e pessoa jurídica

Já em relação à carteira de crédito de pessoa jurídica, houve queda de 3,4% em setembro, com o valor de R$ 267,7 bilhões. A porcentagem é bem inferior à registrada em junho que foi 15,5% menor do que ao mesmo mês de 2016.

A tímida alta de 0,6% entre setembro de 2017 e 2016 praticamente levou o financiamento do agronegócio à estabilidade, ficando em R$ 180,7 bilhões. O crédito consignado, por outro lado, teve crescimento de 37,7% na carteira, visto que passou de R$ 20,6 bilhões para R$ 28,4 bilhões no período anual.

“Em um ambiente de inflação baixa, com indústrias ainda com capacidade ociosa, acreditamos que há espaço para redução dos juros”, o presidente do BB ainda afirmou que espera alta de 6% no mercado de crédito em 2018.

Cafarelli também avalia que a retomada do crescimento é consistente, e que este ano o BB projetou alta de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), e de 2,8% para 2018.  

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Inadimplência

A inadimplência do Banco do Brasil obteve baixa de 4,11% em junho e de 3,94% no mês de setembro. Cafarelli enfatizou que esta foi a primeira vez do período que houve redução. Entretanto, o resultado está acima da média do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo o presidente do Banco do Brasil, a expectativa é que o índice de inadimplência se mantenha estável até o fim de 2017 e que no próximo ano comece a se retrair.

*Com informações da Agência Brasil

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