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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfatizou que a afirmação de que o governo teria "jogado a toalha" foi equivocada e refletiu na bolsa de valores

Henrique Meirelles e Michel Temer discutiram na manhã desta quarta-feira (8) estratégias para aprovar a reforma da Previdência
Beto Barata/PR - 13.7.17
Henrique Meirelles e Michel Temer discutiram na manhã desta quarta-feira (8) estratégias para aprovar a reforma da Previdência


Após a Bolsa de Valores de São Paulo , a B3, encerrar o pregão em queda na terça-feira (6) pela demora na aprovação da Reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que uma informação equivocada resultou em especulação no mercado financeiro.

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O ministro da Fazenda enfatizou que a percepção de que o governo estaria ‘jogando a toalha”, por não ter apoio na provação da reforma da Previdência , foi equivocada, e que a equipe do presidente Michel Temer mantem-se empenhada na aprovação.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (8) após Meirelles ter ido se encontrar com Michel Temer , no Palácio do Planalto . Na data, ele foi questionado sobre a possibilidade de o Legislativo querer mudar o texto. Em resposta ao questionamento, Meirelles enfatizou que "a palavra final é do Legislativo , e não do Executivo ".

O ministro da Fazenda foi questionado ainda sobre a possibilidade de o governo passar a trabalhar com uma pauta mais “enxuta” da reforma previdenciária ou abandonar de uma vez a proposta atual. Em resposta, ele afirmou que tudo ainda está em discussão e que a palavra final será do Congresso Nacional .

“Estamos, no momento, discutindo a viabilidade e quais são as posições das bancadas, os itens de maior resistência. Estamos no meio do processo legislativo, e a partir daí vamos evoluindo. No momento, não [pensamos em abandonar a proposta em tramitação]. Estamos fazendo um trabalho de avaliação”, disse.

Reunião

Ainda segundo informações do Ministro da Fazenda,  durante a reunião que teve com presidente da República foi feita uma avaliação da reunião com os líderes da Câmara e do Senado. “Avaliamos a situação no Congresso, discutindo estratégia para conduzir a votação. Evidentemente que o Congresso é soberano para aprovar a reforma. É importante, no entanto, frisar, que o governo mantém sua proposta ao relatório como está. Evidentemente que como qualquer projeto legislativo a palavra final é do Congresso e não do Executivo”. 

O ministro afirmou ainda acreditar que há chances de a proposta da Reforma da Previdência ser aprovada. “Mas isso só vamos saber mesmo durante o processo de votação. Existem diferenças de posição. Na reunião com líderes da Câmara alguns acharam difícil outros, não. Já os senadores estão com uma visão de viabilidade maior. Evidentemente é uma avaliação política legítima de cada um”.

*Com informações da Agência Brasil

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