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Segundo presidente do banco, estimativas agora são de R$ 77 bilhões; elas representam o valor total concedido em novos empréstimos a empresas

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES,  participou do Exame Fórum RJ, em Copacabana, nesta segunda-feira (6)
Fernando Frazão/Agência Brasil - 1.6.17
Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, participou do Exame Fórum RJ, em Copacabana, nesta segunda-feira (6)

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, disse nesta segunda-feira (6) que os desembolsos do banco devem chegar a R$ 77 bilhões em 2017. As afirmações foram feitas durante participação no Exame Fórum RJ, em Copacabana.

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As estimativas informadas por Castro são inferiores à previsão inicial de R$ 80 bilhões. Elas representam o valor total concedido em novos empréstimos a empresas. De acordo com o presidente do banco, a estimativa de R$ 80 bilhões é otimista, mas ele espera que a linha BNDES Giro acelere os desembolsos em novembro e dezembro, com a participação de micro e pequenas empresas para chegar o mais próximo possível deste valor.

Castro destacou ainda que acredita ser possível somar R$ 500 milhões por mês em novembro e dezembro. Para isso, o banco deve investir em mais propaganda para atrair empresas para o BNDES Giro.

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Caso essa meta não seja atingida em dezembro, mas apenas em janeiro ou fevereiro, ainda assim o resultado será satisfatório, segundo o presidente. Para 2018, a previsão do banco é que as micro, pequenas e médias empresas recebam mais da metade do total de desembolsos , que está estimado em R$ 97 bilhões.

"Estamos ambicionando chegar a R$ 97 bilhões, o que acrescentaria 30% a mais, o que é compatível com um país que ressuscita dos mortos. Estamos ressuscitando de uma prolongadíssima recessão", disse Castro. A previsão conta com a expectativa de crescimento de 3% a 3,5% do Produto Interno Bruto para o próximo ano, mas Castro defendeu que a alta da economia pode ser maior do que essa.

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"Com a ajuda do BNDES, poderá ser possível chegar a 4%, a 4,5% porque estamos vindo estatisticamente de um fundo do poço. Não seria uma virtude extraordinária crescer 5% que seja. É uma certa obrigação nossa tentar", ressaltou, afirmando que o banco pretende se aproximar das empresas de menor porte. "Queremos estar mais próximos dessa comunidade de empresários e empresárias anônimos, que labutam e geram empregos ", completou o presidente do banco.

*Com informações da Agência Brasil

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