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Índice que reajusta contratos do aluguel da FGV apresentou queda de 1,14% na inflação, nos últimos 12 meses
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Índice que reajusta contratos do aluguel da FGV apresentou queda de 1,14% na inflação, nos últimos 12 meses

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta segunda-feira (30) uma variação de 0,20% no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), em outubro. O IGP-M, responsável por reajustar os contratos de aluguel, é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Em setembro, o índice variou 0,47%, enquanto que no mesmo período do ano passado a taxa foi de 0,16%. A variação acumulada neste ano, até outubro, é de uma baixa de 1,91%. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 1,14%.

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A FGV também mostrou uma variação de 0,16% no Índice de Preços ao Produto Amplo (IPA) no décimo mês do ano. Em setembro, a taxa foi de 0,74%. O índice relativo aos bens finais variou 0,39% em outubro, frente a 0,02% do mês anterior. O subgrupo alimentos processados foi apontado como o principal contribuinte para o resultado mensal, ao passar de - 0,88% para 0,51%. Com a exclusão dos subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de bens finais ficou em 0,32%, ante o recuo de 0,05% de setembro.

O índice abrangente ao grupo bens intermediários apresentou uma taxa de 0,95%, frente ao resultado de 0,62% do mês anterior, com destaque para o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de - 0,36% para 1,09%. Já o índice de bens intermediários, calculado sem o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,83%, ante o recuo de 0,02% de setembro.

No início da produção, o índice do grupo matérias-primas brutas registrou retração de 1,05% em outubro. No nono mês do ano, o resultado foi de 1,81%. Entre as principais contribuições estão: minério de ferro, bovinos e mandioca, que passaram de 7,88%, 8,89% e 1,97% para -8,28%, 0,76% e -0,53%, respectivamente. Em contrapartida, destacaram-se: soja em grão, indo de - 0,06% para 3,10%, milho em grão, de 6,63% para 10,75% e laranja, de 0,49% para 5,70%.

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Preço ao consumidor e custo da construção

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também apresentou alta neste mês, com 0,28%. Em relação ao mês anterior houve uma negativa de 0,09%. Seis das oito classes de despesas componentes do índice registraram crescimento, sendo o grupo alimentação a maior influência, ao passar de -0,82% para 0,18%. Nesta classe de despesa, é importante mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de um decréscimo de 11,41% para 7,12%.

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Outras altas foram observadas nos seguintes grupos: habitação, indo de -0,24% para 0,31%, vestuário, de 0,11% para 0,50%, comunicação, de -0,08% para 0,42%, despesas diversas, de 0,11% para 0,59% e saúde e cuidados pessoais, ao passar de 0,26% para 0,33%. Nestas classes de despesas, itens como tarifa de eletricidade residencial, roupas, tarifa de telefone móvel, cigarros e medicamentos em geral foram evidenciados pelo bom desempenho, ao crescerem, respectivamente de -1,73%, 0,18%, -0,18%, 0,28% e -0,14% para 0,92%, 0,65%, 0,96%, 1,30% e 0,18%.

Por outro lado, houve decréscimo no grupo transportes, indo de 0,56% para 0,15% e educação, leitura e recreação, de 0,52% para 0,34%, com destaque para gasolina, que passou de 2,68% para 0,27% e passagem aérea, que retraiu de 12,81% para 4,89%.

O Índice Nacional de Custo da Construção ( INCC ) também foi apurado pela FGV, registrando uma taxa de 0,19% em outubro. No mês anterior, o índice variou 0,14%. Já no índice relativo a materiais, equipamentos e serviços houve crescimento de 0,44%, frente a 0,37% de setembro. O índice referente ao custo da mão de obra partiu em sentido contrário, com queda de 0,01%.

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