Brasil Econômico

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Sudeste é apontada como a região com o maior crescimento na inadimplência das empresas, com 2,81%

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Serviço de Proteção ao Crédito ( SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que em setembro, houve crescimento de 2,62% na inadimplência das empresas, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se da menor variação anual desde janeiro de 2011, início da série histórica. Na transição de agosto para setembro deste ano, sem ajuste sazonal, houve um tímido acréscimo de 0,20%.

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“A desaceleração do aumento da inadimplência de pessoas jurídicas ocorre mesmo em meio à crise econômica e reflete o ambiente de maior restrição ao crédito e menos propensão a investir”, expôs a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Outro indicador avaliado por ambas as entidades é o de dívidas em atraso, que apresentou acréscimo de 0,50% em setembro, considerado um resultado menos intenso do que os obtidos nos meses anteriores. Seguindo a mesma tendência que o número de empresas devedoras, a taxa mensal se mantém em nível baixo frente à média histórica, alcançando seu menor resultado de toda a série do indicador. Em relação a comparação mensal, houve variação positiva de 0,45%.

Resultado regional

No que se diz respeito aos resultados regionais, o Sudeste foi apontado como o principal destaque, com crescimento significante nas empresas devedoras. Se comparado a setembro do ano passado, o número de pessoas jurídicas negativadas na região subiu 2,81%, sendo a maior entre todas as outras.

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Em seguida aparecem as regiões Nordeste, com avanço de 2,17% na mesma base de comparação, Centro-oeste, com 2,09%, Norte, com 1,50% e Sul, com 1,18%. Em todas as regiões avaliadas pela pesquisa houve recuo no crescimento de empresas inadimplentes.

Setores

As altas mais expressivas foram observadas em ramos como serviços, indústria e comércio, com acréscimos de respectivamente, 4,83%, 1,32% e 1,05%. As empresas atuantes no ramo de agricultura, por outro lado, recuaram 1,30% na quantidade de instituições negativadas.

O setor credor foi o com maior aumento das dívidas de pessoas jurídicas, ou seja, para quem as empresas estão devendo. A indústria apresentou avanço de 4,69%, assim como o comércio, com 3,65%. O segmento de serviços, abrangente a bancos e financeiras, por outro lado, apresentou uma leve queda de 0,51%, evidenciando aperto na concessão de crédito, enquanto o segmento agricultura registrou o maior recuo, com 22,88%.

“A inadimplência cresceu muito nos momentos mais agudos da crise , e agora está limitada pelo cenário de crédito. Nos próximos meses, espera-se que a melhora da atividade econômica alivie a situação financeira das empresas, contribuindo para reduzir o fenômeno da inadimplência”, conclui Marcela.

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