Petrobras arrematou blocos ofertados em ambas as rodadas realizadas no leilão desta sexta-feira (27)
Agência Brasil
Petrobras arrematou blocos ofertados em ambas as rodadas realizadas no leilão desta sexta-feira (27)

O leilão do pré-sal realizado nesta sexta-feira (27) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi encerrado. Dos oito blocos ofertados, seis receberam propostas, sendo que a Petrobras arrematou três áreas.

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Para conseguir ficar com os três blocos, a Petrobras apresentou propostas elevadas. A estatal aceitou ceder até 80% da produção para a União, valor muito acima do mínimo exigido e superior também ao que havia sido oferecido no leilão de Libra, em 2013.

No regime de partilha – modelo escolhido para este leilão –, a disputa é vencida por quem oferta a fatia mais elevada de petróleo ou gás excedente da produção futura. É considerado excedente todo o volume que fica depois de descontados os custos de exploração e investimentos.

Fora a produção futura, a União também recebe um bônus pela assinatura do contrato. As companhias precisarão pagar R$ 6,15 bilhões referente às concessões adquiridas no leilão.  Seria possível receber mais receitas à vista caso o leilão tivesse regime de concessão, mas, no futuro, o governo receberia apenas royalties.

Segunda rodada

Na segunda rodada do leilão, apenas o bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, não recebeu oferta. O bloco Sul de Gato do Mato, na Bacia de Santos, foi arrematado por um consórcio formado pela Shell (80%) e Total E&P do Brasil (20%), que ofereceu o mínimo de 11,53% da produção excedente de óleo para a União.

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Para o bloco do Entorno de Sapinhoá, também na Bacia de Santos, houve disputa entre dois consórcios com participação da Petrobras. O vencedor foi o consórcio em que a estatal tinha participação de 45%, com 30% da Shell e 25% da Repsol Sinopec, com uma oferta de 80% do percentual mínimo excedente. A proposta representou ágio de 673,69%.

Também houve disputa pelo bloco Norte de Carcará. O consórcio formado pelas companhias Statoil (40%), ExxonMobil (40%) e Petrogal (20%) fez a melhor proposta, com 67,12% de excedente em óleo para a União. A Shell fez uma oferta sozinha, mas ofereceu 50,46% de óleo retornável. O ágio oferecido pelo consórcio vencedor, nesse caso, foi de 209,99%.

Terceira rodada

O único bloco que não recebeu propostas na terceira rodada foi Pau Brasil, na Bacia de Santos. A oferta inicial do leilão foi do bloco Peroba, na Bacia de Santos, que recebeu propostas de três consórcios. O vencedor tinha 40% de participação da Petrobras, 20% da Petroleum e 40% da BP Energy. O percentual de excedente em óleo oferecido (para a União) foi de 76,96%, contra 65,64% e 61,07% das outras propostas. Este foi o maior ágio da rodada, com a proposta 454,07% acima do mínimo exigido no edital.

Já no segundo bloco, Alto de Cabo Frio Oeste, na Bacia de Santos, apenas o consórcio liderado pela Shell (55%) apresentou proposta, e arrematou com o percentual mínimo de excedente em óleo, 22,87%. Fazem parte do grupo de empresas a QPI Brasil (25%) e a CNOOC Petroleum (20%).

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Em relação ao terceiro bloco ofertado, Alto de Cabo Frio Central, na Bacia de Campos, recebeu propostas de dois consórcios, com a vitória do dividido meio a meio entre a Petrobras e a BP Energy. As empresas ofereceram um percentual de excedente em óleo de 75,86%, quando o percentual mínimo exigido era de 21,38%. O ágio sobre o mínimo exigido no edital foi de 254,82%.

*Com informações da Agência Brasil

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