Interesse por compliance cresce baseado na operação de combate à corrupção, a Lava Jato
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Interesse por compliance cresce baseado na operação de combate à corrupção, a Lava Jato


Pesquisa realizada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) apontou que o combate à corrupção e os resultados da Polícia Federal acerca da Operação Lava Jato motivaram diversas empresas a implantar programas de compliance, como forma de evitar fraudes e garantir que a equipe trabalhe de acordo com regulamentos internos e externos em seus mercados de atuação.

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O estudo da Amcham – com 130 executivos de diversas empresas – identificou que 59% investiram em compliance impulsionados pela Operação Lava Jato , para minimizar fraudes em suas corporações. Dos entrevistados, 46% deles afirmaram que as operações de combate à corrupção no âmbito empresarial e político resultaram em “forte pressão” para a criação de estruturas de fiscalização e outros 13% também afirmaram se sentir pressionados com todo o contexto, porém sem apresentar o mesmo ritmo de anos anteriores.

Foi identificado que a Operação Lava Jato e toda a sua repercussão, sendo ela mundial, teve impacto cultural em muitas empresas em operação no Brasil , sendo que 49% dos respondentes informaram ter grande interesse pelo tema e seus desdobramentos.

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Para os executivos entrevistados pela Amcham, outro efeito importante ocorreu no âmbito decisório, que resultou em maior envolvimento da área de monitoramento nas tomadas de decisões e ações estratégicas, com 29% das menções, e no aspecto processual, com o desenvolvimento de novas políticas e práticas de integridade, com 22%.

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Maior controle

Os respondentes da pesquisa foram questionados quanto aos riscos de corrupção em suas corporações. Dos 130, 44% deles afirmaram que o foco da empresa para evitar fraudes tem sido o maior monitoramento está na gestão de parceiros comerciais, fornecedores e terceiros. A preocupação com fraude, corrupção e lavagem de dinheiro veio em seguida, conforme 33% dos entrevistados. Também foram registradas preocupações com adequação aos ambientes regulatórios, tributário e trabalhista com 13%, e aspectos concorrenciais relativos ao controle de informação privilegiada e conflitos de interesse, com 11%.

A importância dessas medidas tornou-se tamanha que 82% das empresas com estrutura de compliance contam com autonomia para execução de tarefas e recursos para tais iniciativas. Outro ponto destacado é que 45% dos respondentes informaram que estão criando um setor exclusivo para tal iniciativa, outros 29% informaram que o setor já opera de forma madura. Em contrapartida, 26% dos executivos informaram não ter nenhuma iniciativa relacionada ao tema em sua empresa.

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