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O reajuste acontece em duas parcelas: a primeira, de 6,121% será realizada por prazo indeterminado e a segunda, de 4,096%, irá vigorar por 64 meses

Brasil Econômico

Em abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado um aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços dos Correios
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Em abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado um aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços dos Correios

O Ministério da Fazenda autorizou pela segunda vez este ano, o aumento das tarifas que são cobradas pelos Correios. Na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial da União, o governo autorizou o reajuste “sob forma de recomposição” das tarifas dos serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais.

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O reajuste nas tarifas de serviços dos  Correios  acontece em duas parcelas, onde a primeira de 6,121% será realizada por prazo indeterminado, enquanto a segunda, de 4,096% vigorará por 64 meses. Entretanto, como exposto no Diário Oficial da União, a revisão das tarifas depende da publicação de aprovação do Ministério das Comunicações. Com a alta, a carta comercial de até 20 gramas custará R$ 1,83. Anteriormente o valor era de R$ 1,23.

No mês de abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado um aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços postais e telegráficos prestados pela empresa, que no período explanou que os serviços da estatal são reajustados todos os anos. Esses reajustes são realizados com base na recomposição dos custos, como o acréscimo no preço dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e os salários dos funcionários.

Além disso, as tarifas são atualizadas com base no Índice de Serviços Postais, indicador elaborado a partir de uma cesta de índices, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

Ajustes anteriores

O último reajuste foi anunciado em abril, quando a estatal elevou os preços das tarifas em 7,49%, informando que a mudança serviu para compensar o represamento das tarifas em anos anteriores, uma vez que houve repasse integral da inflação. Assim, o Primeiro porte da carta não comercial passou de R$1,15 para R$ 1,23 e o telegrama nacional redigido pela internet foi de R$ 7,07 para R$ 7,60 por página.

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Um outro reajuste ocorreu em junho do ano passado, período o qual as tarifas subiram 10,64%. Com o ajuste anunciado, o Ministério da Fazenda visava arrecadar R$ 60 milhões a mais por mês, com primeiro porte da carta não comercial sendo alterado de R$ 1,05 para R$ 1,15 e o telegrama nacional de R$ 6,39 para R$ 7,07 por página.

Vale ressaltar que a empresa enfrenta uma crise financeira grave, acumulando rombos totalizados em R$ 4 bilhões, nos últimos dois anos.

Greve

No dia 20 de setembro deste ano, os Correios ingressaram uma greve. O fechamento de agências por todo o País, o corte no número de funcionários e as mudanças no plano de saúde foram algumas das motivações para a adesão da paralização. Em 6 de outubro, após etapas de negociações, os trabalhadores aceitaram um acordo proposto pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que prevê reajuste de 2,07%, retroativo ao mês de agosto, compensação de oito dias e descontos dos dias que se ausentaram.

*Com informações da Agência Brasil

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