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Levantamento feito pelo SPC Brasil e pela CNDL, indicam que o cartão de crédito ainda é o vilão das finanças dos brasileiros endividados; entenda

Brasil Econômico


Dívidas: cartão de crédito ainda é um grande problema dos brasileiros
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Dívidas: cartão de crédito ainda é um grande problema dos brasileiros


As dívidas ainda tiram o sono dos brasileiros. Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas apontou que 50% dos consumidores atrasaram a parcela de empréstimos ou financiamentos no mês de novembro.

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Do total de consumidores que afirmaram ter dívidas no período analisado pela pesquisa, 34% tiveram parcelas em atraso ao longo do contrato de financiamento/crédito e 16% afirmaram estar com parcelas em aberto no mês de agosto.

A pesquisa identificou que dos respondentes, 42% deles tiveram que recorrer à contratação de alguma forma de crédito no mês de agosto, ante 58% que informaram ter feito compras a prazo ou empréstimos. Segundo a pesquisa, 14% contraíram algum empréstimo e têm parcelas a pagar; 18% têm pendentes parcelas de financiamentos.

Dos consumidores que tentaram fazer alguma compra parcelada no período, 63% deles afirmaram que o crédito foi negado, sendo o principal motivo da negativa a inadimplência, com 24% das respostas, seguido pela questão da renda ser insuficiente, com 11%.

A tomada de empréstimos e financiamentos é vista como difícil ou muito difícil para 44% dos consumidores participantes do levantamento. Para 18%, não é nem fácil nem difícil e, para 15%, fácil ou muito fácil.

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Cartão de crédito

Foi identificado que o cartão de crédito foi à modalidade mais utilizada no mês de agosto, com 35% das menções na pesquisa. Na sequência aparece o cartão de lojas ou crediários citado por 13% dos respondentes. O limite do cheque especial foi mencionado por 6% dos consumidores, os empréstimos por 4% e os financiamentos por 3%.

Entre os consumidores que afirmaram usar o cartão de crédito, 39% deles informaram ter notado um aumento significativo no valor da fatura do mesmo, enquanto 26% notaram redução do valor e 31% disseram que o valor tem se mantido estável, sem variação.

O valor médio das faturas em agosto foi R$ 630,59. Os produtos e serviços  adquiridos foram: 59% alimentos em supermercado, 53% itens de farmácia e remédios, 32% roupas e calçados, 32% combustíveis e 28% bares e restaurantes.

Finanças pessoais

Para o mês de outubro, 59% dos respondentes da pesquisa informaram que pretendem cortar gastos para evitar novas dívidas; 32% afirmaram que vão manter o nível de gastos e apenas 5% disseram que pretendem aumentar os gastos no mês. Entre os que vão diminuir o consumo, 23% mencionaram os altos preços, 17% o desemprego e 8% a redução da renda.

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