Brasil Econômico

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A confiança dos pequenos empresários obteve melhora no mês de setembro. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o índice chegou à marca dos 49 pontos. Embora a variação tenha sido de alta, o indicador está abaixo da média de 50 pontos em um total de 100 pontos, que indica otimismo do empresariado.

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Os dados dizem respeito ao ramo de comércios e serviços . Na comparação com setembro do ano passado, o índice estava em 46 pontos. Já na comparação com agosto último sem o ajuste sazonal, o resultado também é de elevação, uma vez que a marca registrada pelo SPC Brasil e a CNDL foi de 37,6 pontos.

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SPC Brasil: Cerca de 62% dos micro e pequenos empresários consideram que houve piora no último semestre do cenário econômico

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"Alguns indicadores macroeconômicos já dão sinais de melhora, mas o cenário político ainda é incerto. Isso faz com que a confiança não deslanche, mas também não retroceda a níveis de 2015, que foi um período de grave recrudescimento da crise. Diante desse cenário, a intensificação da agenda de reformas estruturais são importantes para trazer mais previsibilidade e credibilidade", avalia Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

Cenário abaixo do esperado

O Indicador de Condições Gerais, que mede a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses, tanto da economia quanto do seu negócio registrou avançou 4 pontos, passando para 33,3 pontos na comparação com setembro do ano passado.

A média abaixo dos 50 pontos indica que, para a maioria dos micro e pequenos empresários, o contexto econômico do País e de suas respectivas empresas não têm sido satisfatórios. Em relação à avaliação dos últimos seis meses de seus negócios, houve alta de 30,5 pontos para 36,1 pontos. Já sobre a economia em geral, o número passou de 24 pontos para 30,4 pontos.

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Cerca de 62% dos micro e pequenos empresários consideram que houve piora no último semestre do cenário econômico, enquanto que 23% alegaram estabilidade do quadro e 14% visualizaram melhora. Sobre as próprias empresas, 53% dos empreendedores sentiram piora no desemprenho do negócio. Entre as razões citadas pelos entrevistados está a queda das vendas, citada por 74% deles, e o aumento de custo (10%). Por outro lado, 18% afirmaram ter identificado sinais de melhora nesse intervalo.

Expectativas

O Indicador de Expectativas, em que se busca medir o que se espera para os próximos seis meses, não apresentou grandes oscilações na comparação anual do mês de setembro, uma vez que passou de 60 pontos para 60,7 pontos. Já na passagem entre agosto e setembro deste ano, a alta foi um pouco mais evidente, uma vez que no primeiro mês o índice estava em 56,5 pontos.

Apesar dos tempos de crise, 46% dos micro e pequenos empresários se mostram confiantes com o futuro econômico do País. Ainda assim, 47% deles não sabem apontar razões concretas para o otimismo. Ao considerar apenas a realidade da empresa, o índice de confiança para os próximos seis meses chega a 60%.

A explicação para o otimismo é que 24% deles garantiram estar fazendo uma boa gestão. Outros 20% responderam que estão investindo no negócio para enfrentar a crise. Mesmo com o período de festas – marcado pelo aquecimento do desemprenho do varejo – muito próximo, a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL indica que 45% dos empresários da área vislumbram melhora nas vendas para o próximo semestre. Já 42% esperam estabilidade, e 10%, queda do faturamento.

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