Tamanho do texto

A ideia é que o usuário do iPhone X continue tendo uma senha, ele apenas não precisará digitá-la a cada momento que acessar o dispositivo; veja mais

Brasil Econômico

No dia 27 de setembro, a Apple publicou informações de privacidade e segurança atualizadas em seu site e revelou algumas informações adcionais sobre sua nova tecnologia de reconhecimento facial . X, o iPhone mais avançado até o momento, será desbloqueado por meio do Face ID, ferramenta de reconhecimento facial que substitui o sensor de impressão digital. Esses novos detalhes precedem a liberação do mercado do iPhone X em cerca de um mês.

Leia também: Estreante na feira da ABF, empresa se destaca com “simulador 9D”

Reconhecimento facial da Apple deve ser ser inteligente o suficiente para não ser enganado por fotos planas, impressas - ou até mesmo em máscaras 3D
Reprodução/Apple
Reconhecimento facial da Apple deve ser ser inteligente o suficiente para não ser enganado por fotos planas, impressas - ou até mesmo em máscaras 3D

Face ID e TrueDepth, a câmera 3D do aparelho da Apple , tem sido uma fonte de preocupação para vários especialista em privacidade e segurança desde que foram anunciadas no início deste mês pela empresa. Por exemplo, a professora de direito da Universidade da Califórnia, Elizabeth Joh, especializada em uso policial de tecnologia, apontou que a polícia não pode forçar você a dar a senha, mas ela pode pegar seu celular, por o sensor em frente ao seu rosto sem sua permissão e desbloquear o dispositivo. O mesmo vale para uma situação de assalto.

A Apple tem respondido historicamente à preocupação de segurança: lutou publicamente contra um pedido do FBI de invadir um iPhone criptografado usado por uma pessoa acusada de terrorismo em 2016. A empresa também contrastou os direitos de privacidade que seus clientes comparam aos usuários de serviços gratuitos, como o Gmail e o Facebook, veja: “Há poucos anos atrás, os usuários de serviços de internet começaram a perceber que quando um serviço online é grátis, você não é o cliente”, disse o CEO da Apple, Tim Cook, em uma carta aberta em 2014. “Você é o produto. Mas na Apple, acreditamos que uma excelente experiência do cliente não deve ocorrer à custa de sua privacidade”.

Para a maioria dos usuários que acharam o Face ID útil, o sistema apenas precisará evitar falsos positivos de outras pessoas além do proprietário do telefone e ser inteligente o suficiente para não ser enganado por fotos planas, impressas - ou até mesmo em máscaras 3D – do usuário. A ideia é que o usuário do iPhone X continue tendo uma senha, ele apenas não precisará digitá-la a cada momento que acessar o dispositivo.

Leia também: Segurança da informação fragilizada pode resultar em prejuízo de milhões

Segurança

A visão geral de segurança da Apple enfatizou que o Face ID foi projetado com o fator “segurança” em mente e exige que os olhos do usuário estejam abertos e direcionados para a câmera para funcionar. O sistema de mapeamento facial do telefone, e as redes neurais que analisam os mapas foram projetados e treinados para combater “paródias digitais e físicas”. Além disso, a Apple afirmou que não está armazenando padrões faciais na nuvem.

A Apple estabeleceu seis cenários em que o Face ID pediria o código de acesso na hora de desbloquear o iPhone: depois de ser ligado ou reiniciado; quando não foi desbloqueado por mais de 48 horas; quando a senha não foi usada para desbloquear nas últimas 156 horas e o ID do rosto não foi usado para desbloquear nas últimas quatro horas; depois de um comando de bloqueio remoto; após cinco tentativas falhas de reconhecimento facial; e depois que alguém iniciou o desligamento ou o sinal SOS de emergência.

Leia também: Wall Street: saiba por que mais de 200 mil pessoas podem perder seus empregos

*Com tradução de futurism.com

    Leia tudo sobre: inovação

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.