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Não saber o funcionamento da previdência privada e não acompanhar o rendimento estão entre os erros mais comuns cometidos pelos brasileiros

Brasil Econômico

Nos primeiros seis meses do ano,  as contribuições aos planos de previdência privada somaram mais de R$ 54 bilhões
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Nos primeiros seis meses do ano, as contribuições aos planos de previdência privada somaram mais de R$ 54 bilhões

Cerca de 15 milhões de brasileiros pagam a previdência privada - aposentadoria sem vínculo com o sistema do Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ) - atualmente, com o intuito de a utilizarem como um complemento de rendimentos na aposentadoria. Nos seis primeiros meses deste ano, as contribuições aos planos dessa previdência somaram mais de R$ 54 bilhões, um aumento de 4,81% se comparado ao montante acumulado no primeiro semestre do ano passado.

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Para pessoas que desconhecem as aplicações, é muito comum cometer erros ao investirem neste tipo de previdência, principalmente por ser de longo prazo e ser feita por pessoas legais da área, o que contribui para que as dúvidas não sejam sanadas. Pensando nessa demanda dos brasileiros, o educador financeiro do Blog de Valor, André Bona listou os sete principais erros de investimento na previdência privada . Confira:

1. Não saber o funcionamento

Esse é um erro causado pela falta de informação. Por se tratar de um tipo de investimento onde o proprietário inicialmente deposita periodicamente uma determinada quantia, com o objetivo de receber, no longo prazo, um valor mensal em dinheiro, pode-se entendê-lo de diferentes maneiras, seja como um complemento da renda obtida na previdência social do governo ou como a fonte de recursos principal de um indivíduo. Desse modo, é essencial conhecer o máximo sobre o investimento antes da adesão de um plano.

2. Desconhecer o plano e tributação 

Dois tipos de planos integram esta previdência: o Programa Garantidor de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Garantidor de Benefícios Livres (VGBL), assim como na tributação, que se divide em regressiva e progressiva. A maioria das pessoas desconhece o plano o qual desejam ingressar, o que deixa para o gerente do banco, as decisões acerca da escolha. Deve-se ter em mente que esses conceitos impactam significantemente a rentabilidade da sua aplicação, e por isso manter-se bem informado  se faz necessário.

3. Não ter conhecimento das taxas cobradas

Outro problema encontrado na hora de contratar um dos planos é não saber as taxas que serão cobradas por bancos ou seguradoras. Isso acontece principalmente pelas diferenças percentuais das mesmas, que podem ser consideradas menores aos olhos de investidores inexperientes. Entretanto, com o passar do tempo, essa pequena diferença pode se transformar em um montante de dinheiro, o que evidencia ainda mais a importância de uma pesquisa aprofundada para que a instituição financeira ideal e as taxas corretas sejam selecionadas. 

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4. Adesão de um plano

Não saber o momento certo para fazer um plano também é prejudicial. Há aqueles que fazem esse investimento para seus filhos, a fim de garantir seus estudos ou uma maior estabilidade futura. Para o educador financeiro, essa é uma estratégia válida, ao contrário do uso deste tipo de previdência como uma poupança, pelo fato de sua rentabilidade atrativa.

Bona aponta este tipo de previdência como uma opção interessante para aqueles que não têm muita disciplina ou tempo para cuidar de seu dinheiro, uma vez que é um investimento de longo prazo, com débito geralmente em conta corrente.

5. Investir muito velho

Não espere muito para iniciar os investimentos. Este é um erro muito grave, que pode impedir bons resultados futuros.  Muitos começam a pensar neste tipo de previdência faltando uma margem de 15 a 10 anos para se aposentar o que implica repensar o conceito de aposentadoria. Todos os trabalhadores almejam uma vida estável e tranquila após longos anos se dedicando a suas funções, entretanto, para que esse cenário hipotético se transforme em realidade, é preciso investir o quanto antes.

6. Permanecer preso ao plano contratado

É possível mudar de plano caso o julgue ruim. Há certa portabilidade que permite que seu possuidor troque de plano ou seguradora, desde que sejam do mesmo tipo. Por exemplo, um plano PGBL pode ser trocado somente por outro PGBL. O mesmo ocorre com o VGBL. Porém, o direito à portabilidade só poderá ser clamado se o investidor estiver no plano atual há no mínimo 60 dias.

7. Não verificar o rendimento

Por fim, Bona aponta a falta de acompanhamento em relação à rentabilidade obtida pela aplicação em determinado período como um dos principais erros. A previdência privada é uma espécie de investimento, e como tal, deve ser gerenciada pelo seu proprietário ou por um assessor de investimentos particular. Com a instabilidade do mercado, que sofre mutações que podem tornar os investimentos inviáveis, é necessário estar atento aos rendimentos e às vantagens.

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