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“O que torna o nosso design único é que ele imita um dedo real por meio da incorporação de propriedade básicas da pele humana" diz líder da pesquisa

Brasil Econômico

Se você já assistiu alguma vez a um filme de espião (ou a temporada mais recente da série Orange is the New Black)? Se a resposta for sim você provavelmente está familiarizado com o conceito de cortar ou apagar as impressões digitais para atravessar um scanner de impressão digital. Quer isso seja a entrada de um cofre secreto que contenha pesquisas e informações inestimáveis, ou simplesmente o scanner de impressões digitais no seu iPhone, nós normalmente confiamos nas digitais para fornecer uma assinatura única capaz de proteger  informações valiosa. Enquanto o método de cortar dedos ou impressões digitais não é o mais típico e preferido da maioria dos ladrões de identidade, os scanners de impressões digitais permanecem suscetíveis a hackers.

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Impressão digital:
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Impressão digital: "Quando achamos que nossa informação não é tão segura quanto esperávamos, é porque ela foi roubada ou comprometida"

Para determinar a forma como os scanners de segurança de impressão digital são seguros – e potencialmente melhorá-los – uma esquipe de pesquisadores da Universidade de Michigan, liderada pelo especialista biométrico, Anil Jain, criou dedos falsos (nomeados de “paródias”) para testar dois tipos mais comuns de leitores de impressão digital a fim de evitar o que é conhecido como “ataques falsificados”.

Esses dedos falsos são feitos de silicone condutor, diluente de silicone e pigmentos. O time também projetou toda a fabricação na esperança de que seus materiais e modelos únicos possam ajudar a melhorar a qualidade dos leitores de impressão digital.

De acordo com Jain, “o que torna o nosso design único é que ele imita um dedo real por meio da incorporação de propriedade básicas da pele humana. Esta nova paródia tem as propriedades mecânicas, ópticas e elétricas de um dedo humano. Comparado com os falsos dedos atuais que apenas contêm uma ou duas dessas propriedades, nossa nova versão pode ser muito mais desafiadora para detectar. Isso ajudará a motivar os designers a criar melhores leitores de impressões digitais e desenvolver algoritmos robustos de detecção de falsificações”.

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Segurança do futuro

À medida que nossos dispositivos melhoram, diferentes aspectos tecnológicos de nossa vida – tudo, desde nossos telefonemas até nossos carros – eles terão sua capacidade de manter a informação aumentada. Todos os detalhes de nossa vida pessoal, financeira e profissional estão contidas de maneira que normalmente acreditamos ser segura. Mas muitas vezes, quando achamos que nossa informação não é tão segura quanto esperávamos, é porque ela foi roubada ou comprometida. Métodos inovadores como os que foram projetados pelo time de pesquisa de Jain podem ajudar a monitorar e a testar sistemas de segurança, como os leitores de digitais, para garantir continuamente que, de fato, sejam capazes de manter nossas informações seguras .

Alguns scanners de impressão digital usam sensores ópticos e raios de luz, enquanto outros usam sensores capacitivos e correntes elétricas para criar imagens. A técnica de usar dedos falsos especialmente projetados testará ambos os tipos de sensores, abrangendo todo o espectro de scanners que atualmente existem.

Jain enfatizou a importância dessa pesquisa para todos os que consideram suas informações, “características únicas, acreditamos que nossos dedos falsos serão valiosos para a comunidade de reconhecimento de impressões digitais. O consumidor precisa saber que sua impressão digital e identidade estão seguras e os fornecedores e designers precisam demonstrar para a sociedade que a tecnologia não é apenas precisa, mas também resiliente aos ataques”.

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*Com tradução de futurism.com

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