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IPCA-15 ficou 0,24 ponto percentual abaixo da taxa de 0,35% de agosto, com o menor resultado desde setembro de 2006, quando o índice foi de 0,05%

Brasil Econômico

IBGE aponta alta mais acentuada em Brasília, com 0,69%, fortemente impactada pela alta na gasolina
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IBGE aponta alta mais acentuada em Brasília, com 0,69%, fortemente impactada pela alta na gasolina

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (21) uma taxa de 0,11% na prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA-15) em setembro, ficando 0,24 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de agosto, quando marcou 0,35%. Este foi o menor resultado desde setembro de 2006, quando o índice foi de 0,05%.

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Em relação ao acumulado no ano, o IBGE evidenciou um resultado de 1,90%  – inferior aos 5,90% do mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a taxa foi de 2,56%, menor do que a de 2,68% registrada nos 12 meses anteriores. Com isso, os dois acumulados foram considerados os mais baixos para um mês de setembro desde 1998, quando atingiram respectivamente, 1,63% e 2,45%. Vale mencionar que no mesmo mês do ano anterior o IPCA-15 havia sido 0,23%.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), constituído pelo IPCA-15 acumulado no trimestre, apresentou variação de 0,28% - menor do que o registrado em igual período do ano passado, com 1,22%.

Grupos

O grupo transportes, responsável por 18% das despesas das famílias, foi o resultado mais representativo do mês, com 1,25% e 0,22 ponto percentual de impacto no índice. O acréscimo foi influenciado pelos combustíveis, com 3,43%, especialmente a gasolina e o etanol, com 3,76% e 2,57%, respectivamente. Enquanto as passagens aéreas subiram 21,30%. 

Detendo 25% das despesas familiares, o grupo alimentação e bebidas foi o que mais caiu, sendo observados recuos de 0,94% e 0,23 ponto percentual, respectivamente. Os alimentos para consumo em casa apresentaram queda de 1,54%, com destaque para o tomate, que teve baixa de 20,94%, o feijão-carioca, com menos 11,67%, o alho, com decréscimo de 7,96%, o açúcar cristal, com  índice negativo de 4,71% e o leite longa vida, com  retração de 3,83%.

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Todas as regiões avaliadas também decresceram de menos 1,90% em Goiânia até a baixa de 0,99% em Belém.  Por outro lado, alimentação fora de casa variou 0,14%, com a maior alta em Salvador, com 0,90% e o maior recuo em Curitiba, com -1,50%.

Em habitação, que variou 0,26%, a taxa de água e esgoto acresceu 2,01%, com apropriação dos percentuais de Salvador, com 9,40% e Belém, com 17,17%. Além disso, houve reajuste médio de 8,69%, vigente desde 30 de julho em Belo Horizonte, com 5,20% e desde o primeiro dia de agosto no Rio de Janeiro, com 1,93%.

O percentual de Salvador refere-se  a parcela não incorporada no IPCA-15 de julho, o que refletiu a variação dos reajustes na região. Enquanto em Belém, o resultado foi influenciado pelo reajuste médio de 17,50%, que ainda não havia sido considerado nos índices de preços.

Resultados regionais

No que se diz respeito aos índices regionais, o IBGE mostrou uma alta mais acentuada em Brasília, com 0,69%, fortemente impactada pela alta na gasolina, superior a média nacional e do aumento nas passagens aéreas. Em contrapartida, Goiânia foi a que mais decresceu, com recuo de 0,29%, com destaque para a energia elétrica , com baixa de 2,96% e alimentação no domicílio, com queda de 1,90%.

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