Tamanho do texto

Produtos lançados pela Apple na última semana careceram de inovação, característica principal das startups; veja o que a empresa pode aprender

Junto com o iPhone X, Apple lançou iPhone 8 e iPhone 8S, além de novas versões do Watch e Apple TV
Divulgação
Junto com o iPhone X, Apple lançou iPhone 8 e iPhone 8S, além de novas versões do Watch e Apple TV

Recentemente, a Apple anunciou o lançamento de alguns produtos novos, como o iPhone X, iPhone 8 e o iPhone 8 Plus, seus novos modelos de smartphone. O primeiro, considerado o mais robusto entre as novidades, elimina o tradicional botão "home", traz um display quase sem bordas e conta com tecnologia de reconhecimento facial. 

Leia também: Série Stranger Things ganha bar temático e Netflix tem reação inusitada

Além dos celulares, a empresa lançou o Watch Series 3 e a Apple TV 4K. Como acontece em todas as apresentações da companhia, o lançamento dos gadgets foi marcado por uma grande expectativa da mídia e dos consumidores. Desde a morte de Steve Jobs, antigo CEO da empresa, a dinâmica destes eventos tem mudado bastante. Hoje em dia é comum vermos slides muito bem feitos, vídeos com músicas e bandas internacionais. Apesar disso, nos últimos anos, tem faltado a característica que já foi marca registrada da companhia: a capacidade de inovar.

Ao longo do evento em que foram anunciados os novos produtos, a frase "o melhor que já fizemos" foi usada inúmeras vezes. No entanto, quase todos os recursos anunciados já estão no mercado há algum tempo. Carregador wireless, tela de borda a borda e reconhecimento facial podem ser encontrados facilmente em celulares de outras marcas. E como inovação é a premissa de toda startup, listamos aqui quatro lições que empresas deste tipo podem ensinar para a gigante americana de tecnologia:

1) Assertividade no reconhecimento facial aumenta segurança

Mesmo que a detecção facial tenha se tornado uma tendência, a utilização dessa tecnologia ainda levanta algumas questões, levando em considera que os rostos podem variar de cor, iluminação, posicionamento e escala, o que dificulta o reconhecimento biométrico facial automático.

As empresas que têm a intenção de utilizar esse tipo de ferramenta devem estar cientes de que o indivíduo que se submete ao cadastro facial precisa estar de frente para a câmera e sem muita de luz ao fundo, para não correr o risco de escurecer o rosto, garantindo assim que os pontos da face sejam lidos de maneira adequada.

Hoje em dia, as tecnologias de reconhecimento facial mais avançadas trabalham com o mapeamento dos pontos do rosto, assim criando um CPF com as coordenadas numéricas da face (distância entre os olhos, comprimento da face, por exemplo), como a solução da FullFace, startup brasileira de biometria facial que garante 99% de acurácia aos seus clientes. Esses dados são gravados e armazenados no formato de algoritmos em um banco de dados, que os reconhecem por meio de cálculos.

2) Vendas podem ser impulsionadas por tecnologias analíticas

As tecnologias analíticas podem ser uma solução para convencer um cliente a comprar um produto que não é tão inovador quanto parece. A Propz, por exemplo, oferece um sistema de inteligência artificial e big data para o varejo físico e é pioneira na aplicação dessas tecnologias que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada. A empresa é capaza de analisar os hábitos de consumo do usuário e assim prever quais são os produtos que serão adquiridos na próxima compra.

A startup, atualmente, consegue proporcionar um aumento de cerca de 10% no ticket médio e de mais de 6% na frequência em lojas. Desde sua fundação, a empresa já processou mais de 55 milhões de transações para o varejo em todo o país, e seus softwares já registram mais de R$ 14 bilhões em compras.

Leia também: Mensalidade cara? Veja como avaliar se deve ou não mudar os filhos de escola

3) É importante considerar conexões ao redor do mundo

Os dispositivos vestíveis, também conhecidos como wearables, estão cada vez mais populares. No entanto para que esses aparelhos sejam aproveitados da melhor forma, é importante que o usuário disponha de uma conexão de qualidade. É bem verdade que a Internet 4G ainda pode ser considerada algo recente na maior parte do mundo, e isso reflete na qualidade do serviço oferecido, que aqui no Brasil chega a pouco mais de 55% do território nacional – mesmo quatro anos após o lançamento da tecnologia.

A dificuldade no acesso ainda é tanta que somente em outubro de 2016 tivemos, pela primeira vez, mais celulares conectados às redes 4G do que as antigas 2G (usadas para chamada de voz). Os valores de contratação deste tipo de serviço continuam altos, o que faz com que seja necessário que o usuário pesquise bastante antes de adquirir um plano de Internet 4G, o que pode ser feito por plataformas que comparam o preço destes planos, como a Melhor Escolha. Diante dos altos valores praticados neste mercado, o ideal para os consumidores que usam bastante a conexão são os planos pós-pagos com franquias acima de 4 GB por mês.

4) Aposta em novos mercados fortalece o conceito de inovação

Imagine como seria inovador caso a empresa decidisse integrar uma plataforma de T-Commerce, por exemplo, na Apple TV. Hoje, já existem startups que possuem tecnologias que possibilitam levar essa tendência para as grandes plataformas de streaming.

A startup CinemallTec trouxe ao mercado a tecnologia T-Commerce, que possibilita a aquisição de produtos em tempo real enquanto o espectador assiste filmes, seriados e programas de TV. Mesmo que ainda seja uma tecnologia recente, existe um grande potencial de mercado, principalmente pela sua facilidade de integração em qualquer plataforma, tais como sites, smartphones, tablets e Smart TVs. Essa ferramenta permite exibir os produtos disponíveis para compra e o espectador com um único clique envia os itens desejados para o carrinho de compras da Amazon, aplicativo da Apple TV.

Os produtos da Apple

Diferente do iPhone X, as versões 8 e 8S não eliminaram o botão "home". A oitava geração do iPhone ganhou melhorias no acabamento e agora é fabricado em vidro e alumínio nas áreas frontal e traseira, contando também com tela de retina, processador A11 Bionic e uma atenção especial para proporcionar experiências em realidade aumentada.

A Apple TV , por sua vez,  ganhou suporte para 4K e HDR. O aparelho permite assistir a filmes disponíveis no iTunes, além de se conectar a serviços de streaming como Netflix e Amazon Prime Video.

Leia também: Tradicional loja de brinquedos Toys "R" Us entra com pedido de falência

Já o Apple Watch Series 3 , novo modelo de relógio inteligente, ganhou mais independência e agora conta com conectividade à rede celular. Isso permite que o dispositivo permaneça conectado, faça ligações, receba textos mesmo sem ter um iPhone por perto.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas