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A taxa acumulada nas vendas do varejo no primeiro semestre deste ano ficou em 4,8%, o que em termos reais representa um acréscimo de R$ 4,2 bilhões

Brasil Econômico

Vendas do varejo faturam R$ 15,6 bilhões, com  R$ 600 milhões a mais do que junho de 2016
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Vendas do varejo faturam R$ 15,6 bilhões, com R$ 600 milhões a mais do que junho de 2016

As vendas do varejo na capital paulista tiveram crescimento de 4% em junho deste ano, e em comparação ao mesmo mês do ano passado. Se levada em consideração a série histórica, a partir de 2008, essa foi a quarta maior cifra já registrada para um mês de junho, com faturamento de R$ 15,6 bilhões -  acréscimo de R$ 600 milhões.

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Com isso, a taxa acumulada nas vendas do varejo no primeiro semestre do ano ficou em 4,8%, o que em termos reais representa um avanço de R$ 4,2 bilhões em relação ao apurado entre janeiro e junho do ano passado. As informações são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), com base em dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Atividades

Também em junho, houve crescimento em seis das nove atividades avaliadas frente ao mesmo período do ano passado. Os destaques foram os segmentos de concessionárias de veículos, com 10,2%, farmácias e perfumarias, com 10,1% e supermercados, com 1,7%. Juntos, contribuíram para o resultado geral com 3 pontos percentuais.

Por outro lado, houve queda nas atividades de lojas de móveis e decoração, com recuo de 4,2%, lojas de vestuário, tecidos e calçados, com menos 3% e materiais de construção, com retração de 0,7%. Juntas, impactaram negativamente em 0,5 ponto percentual o desempenho geral do varejo.

Dentro de um período de 12 meses e pela segunda vez consecutiva, a capital paulista sinalizou alta inferior a media estadual.  Porém, todas as atividades varejistas na cidade de São Paulo, com exceção de vestuário, terminaram o primeiro semestre do ano com acréscimos em suas taxas de vendas.

Na capital, o resultado de 4,8% é superior ao de 3,6% no Estado. Em relação a  taxa acumulada nos 12 meses, o melhor indicador da trajetória cíclica das séries, evidenciou um avanço de 4% –seu maior patamar dos últimos três anos.  

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Varejo paulistano

Durante todo o semestre, o varejo paulistano demostrou um desempenho expressivo, refletindo uma gradual recuperação econômica. Houve ainda na capital, indícios de recuperação nos segmentos ligados ao varejo de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos, que sofreram grandiosos impactos recessivos em 2014.

De acordo com a FecomercioSP, isso pode ser analisado como decorrência de uma melhora no nível de confiança das famílias paulistanas, o que contribuiu para a saída da crise mais intensa que o varejo já passou.

O bom desempenho das vendas também impactou o mercado de trabalho: enquanto que no primeiro trimestre o varejo paulistano fechou quase 7 mil postos de trabalho, em abril, maio e junho abriu 1.087 novas vagas, com carteira assinada.

Para a assessoria econômica da Federação, há um processo nítido de recomposição da renda, percebido nas quedas das taxas de desemprego e dos juros, no avanço do ritmo geral das atividades e na redução da inflação, o que também foi de extrema importância para os resultados no Estado, que obtém 30% do faturamento real do varejo.

A trajetória positiva nos indicadores econômicos ainda permite manter o otimismo para o crescimento das vendas do varejo na capital. Nessa tendência ascendente , o modelo de projeção da FecomercioSP estima que o faturamento real anual do comércio paulistano cresça em torno de 7%.

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