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Para coordenador de pesquisa, levantamento indica mês em direção positiva; agropecuária, extrativa mineral e indústria de transformação são destaques

Brasil Econômico

A alta do Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre encerrado em julho em comparação ao período anterior podem apontar que a recessão econômica acabou. Esta é a avaliação de Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB, estudo divulgado nesta segunda-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo o levantamento, o indicador cresceu 0,6 na comparação com o trimestre anterior e 1,1% em relação a julho de 2016.

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"O Monitor do PIB mostra mais um mês na direção positiva. Eu destaco os desempenhos da agropecuária, da extrativa mineral e da própria indústria da transformação, que teve o primeiro resultado positivo desde março de 2014", diz Considera. O setor de agropecuária cresceu 11,7%, enquanto o de extrativa mineral teve alta 4,5%. Ao mesmo tempo, a indústria de transformação registrou crescimento de 1,6%.

Segundo o Monitor do PIB, consumo das famílias cresceu 1,9% na comparação com o mesmo período de 2016
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Segundo o Monitor do PIB, consumo das famílias cresceu 1,9% na comparação com o mesmo período de 2016

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Por outro lado, o setor de construção tem retração de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Quando o consumo das famílias é levado em consideração, há um crescimento de 1,9% se comparadao ao segundo trimestre de 2016. De acordo com o levantamento, esta é a segunda variação positiva deste componente após 28 trimestres de queda. Para o período analisado, o consumo de bens semiduráveis foi o que mais cresceu (8,6%).

Apesar do crescimento no nível de consumo, a pesquisa da FGV aponta resultados negativos, como a queda de 4,5% na formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, na comparação com o trimestre encerrado em julho deste ano com o mesmo período do ano passado. A queda foi puxada, principalmente, pelo desempenho negativo da construção (-9,7%), responsável pelo impacto negativo de 5 pontos percentuais para a taxa trimestral do componente.

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"Pelo lado da demanda, as famílias estão ainda endividadas, receosas de perder o emprego, para pegar um empréstimo [para compra de imóveis] e os estados e municípios, os contratantes das grandes obras, estão quebrados. Então, a construção ficará negativa por muito tempo", afirma Considera em relação à influência da formação bruta de capital fixo sobre o PIB.

* Com informações da Agência Brasil.

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