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O relatório une especialistas de grandes corporações e centros científicos para orientação de processos socioeconômicos da inteligência artificial; veja

Brasil Econômico

Veja os possíveis avanços na inteligência artificial até o ano de 2030
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Veja os possíveis avanços na inteligência artificial até o ano de 2030

Já pensou em tudo o que a inteligência artificial (AI) pode transformar até 2030? Imagine que você viva 150 anos só para descobrir que diferentes gerações de especialistas registraram toda a sua vida, desde seus melhores momentos da infância até os altos e baixos ao longo de  sua carreira. Todos os pensamentos, transições, viagens, favores esquecidos e até mesmo os déjà vus. Toda a sua existência registrada .

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Isso pode soar como um filme de ficção científica com um propósito autodestrutivo, entretanto, é o que mostra o estudo “Cem anos sobre Inteligência Artificial ” (OHYSAI), iniciado em 2014 e projetado para fornecer uma revisão periódica de especialistas, trazendo um "conjunto de reflexões conectado sobre a AI e suas influências à medida que o campo avança".         

Como a vida de uma inteligência humana, o relatório megalítico seria insuficiente sem a consulta de diferentes pontos de vista. Para a AI, estes assumem a forma de quatro grandes públicos. Para o público em geral, o estudo traz um retrato tecnicamente preciso e de fácil acessibilidade acerca do status atual da AI e seu potencial futuro. Já para o complexo industrial, o relatório descreve as tecnologias ainda em desenvolvimento, abrangente a questões legais e de ética.

O OHYSAI  ajudará a orientar os esforços dos governos locais, nacionais e internacionais, servindo também como um material norteador para os pesquisadores da área, junto com seus financiadores e instituições científicas. Desse modo,  fornecerá uma visão que auxiliará os estudiosos a enfrentarem tais questões legais e éticas em torno da AI.

O estudo tem somente três anos de criação, e até agora não se tem uma ideia fixa sobre seus benefícios reais para o desenvolvimento da AI. Porém, considerando os avanços atuais em AI e tecnologias autônomas, pode-se chegar a um futuro hipotético de sucesso para as mesmas. Vamos fingir que é 2030:

Domínios iminentes

Apesar das múltiplas sobreposições nas aplicações atuais de AI, como o aprendizado de máquinas, grande parte da pesquisa e modos específicos de implementação na economia e na sociedade variam para que essas facetas continuem valendo individualmente nas áreas que o relatório categoriza como “domínios”.

O transporte, por exemplo, tornou-se um domínio que pede ao público em geral que confie na segurança da AI para tarefas críticas. Em 2030, o advento dos carros autodirigidos irão ampliar as aplicações aprendidas hoje, aumentando além de carros e caminhões, veículos voadores, robôs pessoais e questões sociais, éticas e políticas.

Sem dados de usuários pessoais, fatores como a conectividade, aplicações em tempo real e previsão de trânsito, cálculos de rotas, compartilhamento peer-to-peer e auto condução de carros seriam impossíveis. Descartar a segurança e a privacidade, neste caso, traduz-se em liberdade física.

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Um estudo expôs recentemente que os carros autônomos serão adotados em larga escala até 2021, e nos anos que antecedem 2030, os veículos de entrega controlados remotamente e os veículos voadores farão sua estreia. Assim, é provável que haja também uma maior proliferação de drones, o que pode ser bom ou ruim, dependendo das intenções de seus usuários.

Com uma ampla aceitação desses veículos, os passageiros nos Estados Unidos terão mais tempo para trabalhar e se divertirão no caminho. Essa diminuição da carga cognitiva pode afetar como e onde as pessoas escolhem viver e prestar serviços. Principalmente se levado em consideração a mobilidade e a mão de obra de uma pessoa com deficiência ou idosa, que não precisa caminhar com amigos ou familiares.

Os erros humanos cometidos ao volante contribuem para uma das maiores fontes de acidentes que causam morte e lesões nos Estados Unidos.  Com os carros autodirigidos se tornando a norma, estima-se uma menor ocorrência de acidentes e mais expectativa de vida. Isso, naturalmente, levará a possíveis dilemas éticos trabalhados por uma AI, ao invés de uma pessoa:  qual o movimento certo a se fazer quando um cervo decide atravessar uma rodovia ocupada, por exemplo? Os seres humanos fornecerão respostas diferentes, dependendo das circunstâncias; entretanto, como um AI decidirá?

Embora muitas vezes modelos de veículos drasticamente diferentes em sci-fi sejam vistos, é improvável que transformem com o que esses veículos devem se parecer ou como serão dirigidos até 2030.  O painel de estudos do relatório OHYSAI não espera que os drones, mesmo com a capacidade de voar, nadar, e conduzir, sejam muito utilizados individualmente, estimando assim a parceria entre carros auto dirigentes e drones em relação ao modo de operação. O trânsito de um quadrictrator voador também é visto como um sonho mais distante.

As tecnologias citadas acima precisarão que os humanos se familiarizem com eles, através de modelos de algoritmos que modelem de forma precisa e confiável o comportamento dos mesmos. Aprender a coordenar a aprendizagem de AI com as complexidades das idiossincrasias humanas e o movimento é crucial, de acordo com o estudo.

Robôs domésticos e de serviço

Nos próximos 15 anos, os avanços na AI e nas tecnologias mecânicas resultarão em uma linha mais segura e confiável de robôs residenciais. As aplicações potenciais incluem entrega, limpeza e segurança de pacotes. Com acesso as redes em nuvem, eles podem ser de grande entretenimento para os humanos. No entanto, o desenvolvimento de robôs de serviços altamente confiáveis, e provavelmente de alta manutenção, irá reduzir o lançamento completo de companheiros de robôs.

A aprendizagem cooperativa de AI por meio de dados compartilhados na nuvem pode ocasionar em uma melhor aprendizagem de máquinas. A NASA, por exemplo, está desenvolvendo a Audrey, uma AI em nuvem, projetada para ajudar os provedores de serviços de emergência.

Os braços do robô estão sendo usados ​​em laboratórios de pesquisa globalmente. Robôs na forma de Roombas já foram recebidos. Cerca de 16 milhões deles estão auxiliando na limpeza do local. No futuro, os avanços na tecnologia podem permitir uma interação mais eficaz entre os seres humanos e essas máquinas.  

Precisão, entretenimento, eficiência, confiabilidade, colaboração e maior mobilidade humana são apenas algumas mudanças societárias que poderemos acompanhar à medida que a inteligência artificial for se desenvolvendo, se tornando mais complexa, sofisticada e cada vez mais presente na sociedade.

*Com tradução do futurism.com

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