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Falta de concentração, erros recorrentes e ausência no trabalho são apenas algumas das consequências a uma mulher após agressão doméstica; veja

Brasil Econômico

Violência contra mulher gera prejuízos econômicos, segundo pesquisa da UFC
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Violência contra mulher gera prejuízos econômicos, segundo pesquisa da UFC


Estudo realizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) identificou que a violência contra mulher causa prejuízo de R$ 1 bilhão à economia brasileira. Esse é o segundo relatório da Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar, que acompanhou a vida de 10 mil mulheres nas nove capitais nordestinas desde 2016.

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A violência contra mulher resulta em: falta de concentração, dificuldade nas tomas de decisões, alto índice de erros e faltas constantes ao trabalho. Somados, essas ações pós-agressão, resultam no montante que deixou de circular na economia do País. Além das sequelas irreparáveis àquelas que foram agredidas.

O estudo foi feito em parceria com o Instituto Maria da Penha e com a participação de pesquisadores dos Estados Unidos e da Europa. Além do prejuízo econômico, foi identificado que as respondentes da pesquisa residentes em Teresina (PI) afirmaram ter sua saúde mental afetada após as agressões sofridas em casa. Já 42% das mulheres de Aracajú (SE) relataram a mesma sequela e 40% em Natal (RN).

A pesquisa revelou que, em média, as mulheres que são agredidas dentro de casa faltam 18 dias por ano. Além disso, elas também passam menos tempo empregadas em um local de trabalho: são, em média, 58 meses, contra os 78 meses que uma mulher que não sofre violência. 

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Salário

O menor período empregada reflete no salário recebido por essas mulheres, que chega ser 10% menor do que mulheres que não sofrem agressões em casa. Foi identificado que em Fortaleza (CE) a remuneração de mulheres agredidas apresentou o maior impacto. As vítimas de violência ganham o equivalente a R$ 5,98 por hora trabalhada, contra R$ 9,11 das que não são vítimas de violência. Além disso, mulheres negras que vivenciam violência doméstica chegam a ganhar 22% menos do que mulheres brancas que passam pela mesma situação.

Esse impacto é maior em Fortaleza (CE), onde a trabalhadora vítima de violência ganha o equivalente a R$ 5,98 por hora trabalhada, contra R$ 9,11 das que não são vítimas de violência. Além disso, mulheres negras que vivenciam violência doméstica chegam a ganhar 22% menos do que mulheres brancas que passam pela mesma situação.

Segundo o coordenador da pesquisa, o professor José Raimundo Carvalho Júnior, a violência contra mulher deprecia o capital humano da mesma. “A violência deprecia o capital humano da mulher. Grande parte do empoderamento feminino vem da capacidade de trabalho. O homem produz a violência contra a mulher, causa todos esses impactos, cria uma sequela na economia e retroalimenta essa relação: ele sabota a mulher como trabalhadora e ela perde esse empoderamento. Os setores públicos e privados não fazem praticamente nada para reverter isso”, explicou ele.

*Com informações da Agência Brasil

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