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Para a coach, Raquel Castro, o profissional deve fazer um autoavaliação antes de tomar qualquer decisão referente a demissão; veja algumas dicas

Instituições públicas e privadas têm lançado, de forma recorrente, Programas de Demissão Voluntária (PDVs). Para as empresas é uma forma de diminuir os custos e sobreviver ao período de recessão prolongado, para os funcionários pode ser aquela chance de mudar de emprego ou até mesmo de vida.

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Demissão voluntária: coach dá dicas para os profissionais que pensam em aderir aos programas
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Demissão voluntária: coach dá dicas para os profissionais que pensam em aderir aos programas


Um dos atrativos para que a adesão ao Programa de Demissão Voluntária seja alta é ofertar uma compensação financeira aos interessados, além das verbas rescisórias estipuladas no acordo a ser firmado entre o empregado e o empregador.

Segundo a coach e especialista em Educação Corporativa, Raquel Castro, a adesão é tentadora, em especial aos profissionais que já pensavam em fazer a transição de carreira.  “Muita gente sonha em ter um negócio próprio, em mudar de cidade, em poder dedicar-se a um projeto novo de vida, aos estudos ou mesmo de mudar totalmente de estilo de vida e essa é a chance ideal. Outras pessoas estão tão insatisfeitas que enxergam o PDV como uma luz no fim do túnel. Há inúmeras situações e cada uma delas deve ser bem avaliada”, disse.

A coach explicou que, antes de qualquer decisão, fazer uma analise é importante para que a adesão não cause frustração e até problemas financeiros ao profissional .  “Provavelmente, quem quer aderir ao programa está insatisfeito. É necessário, portanto, entender se essa insatisfação é de cunho pessoal ou com o trabalho”, alerta ela.

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Para a especialista, situações devem ser analisadas, como por exemplo, a eficiência em executar o trabalho.  “Se o profissional tem dificuldade de entregar de maneira eficiente, é melhor investir no desenvolvimento de suas habilidades do que mudar de emprego, porque ele levará essa deficiência para outra empresa", explicou Raquel. 

Chefe?

Muitos têm o sonho de largar seus empregos e nunca mais ter um chefe em suas vidas. Porém, isso pode ser utopia, uma vez que mesmo partindo para um negócio próprio surge a figura do consumidor, que pode ser um dos piores chefes de um profissional. “Engana-se aquele que acredita que ter um negócio próprio significa ausência de chefe, porque cada cliente torna-se um ‘superior’ diferente, com necessidades e exigências específicas”, garantiu ela.

Segundo a coach, quando se cogita aderir a um Progama de Demissão Voluntária, ter uma estratégia específica para o futuro é fundamental para que o profissional consigar colocar as ideias em prática e retomar o rumo de sua carreira , conforme enfatizou a especialista. "Quando ele começa a olhar para si mesmo e perceber que é capaz de realizar qualquer coisa que deseja, desde que realmente se empenhe, ele retoma as rédeas de sua carreira". 

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