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Segundo educador financeiro, preconceito do investidor por essas papéis deve-se ao maior risco, porém eles são bem mais rentáveis que os públicos

Investimento: Título público ou privado? Educador financeiro explica a diferença entre eles; veja
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Investimento: Título público ou privado? Educador financeiro explica a diferença entre eles; veja


Em tempos de incertezas e mudanças que impactam a vida profissional e a aposentadoria dos brasileiros, pensar em um investimento, mesmo que quantias mínimas, pode ajudar no longo prazo. Um iniciante sempre procura pelas “tendências”, sendo as do momento os títulos públicos. Mas e outros títulos que são tão rentáveis quanto esses?

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Para quem quer um investimento de boa rentabilidade e riscos menores, as letras de crédito – imobiliária ou do agronegócio – e os títulos do tesouro são indicados, mas e os títulos privados?

Esses títulos têm maior risco já que são papeis de instituições financeiras (bancos) e empresas, porém maior rentabilidade frente aos demais. "Para o investidor que busca uma melhor rentabilidade, os títulos de instituições privadas são as melhores opções. Mesmo existindo maior risco, por serem empresas e não o governo, a renda final é muito melhor", diz o educador financeiro , André Bona.

Segundo o educador financeiro a preferência ao Tesouro Direto em detrimento aos títulos públicos, está na percepção do investidor iniciante que acredita que o risco de empresas públicas irem a falência é menor. "As pessoas preferem colocar o dinheiro no governo por entender que dificilmente eles irão quebrar, mas uma empresa estruturada, com anos de 'estrada', também não irá falir de um dia para o outro. O investidor deve pensar na rentabilidade que sempre será maior na comparação", comenta Bona.

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O especialista em finanças pessoais disse que as instituições financeiras contam com papéis seguro pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse seguro garante ao investidor o ressarcimento em caso de falência no valor de até R$ 250 mil.

Entenda

Para tornar o entendimento mais claro, Bona enfatizou que com a queda da taxa básica de juros ( Selic ), os títulos públicos como  a Letra Financeira do Tesouro, perdem a rentabilidade já que a Selic está em queda. Para que esses títulos sejam altamente rentáveis, a taxa de juros tem de ser alta.

O especialista explicou ainda que o atrativo dos títulos privados está justamente no seu maior risco. "Hoje temos uma devagar recuperação econômica que traz os títulos privados - no momento - sendo mais interessantes, já que a inflação e os juros estão sendo controlados. Mas é importante verificar o risco e a rentabilidade do papel investidor, porque sempre os títulos privados, por ter maior risco, será mais rentável que o título público , resultando em mais retorno do investimento", conclui ele.

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