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Pela quarta semana consecutiva economistas revisam, para cima, estimativa para o IPCA deste ano; mercado espera definição sobre deficit primário

Inflação tem nova alta na estimativa de economistas ouvidos pelo Banco Central, para a produção do Boletim Focus
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Inflação tem nova alta na estimativa de economistas ouvidos pelo Banco Central, para a produção do Boletim Focus



O mercado financeiro reagiu a instabilidade econômica e as incertezas em torno da meta para o deficit primário deste ano. O Boletim Focus desta segunda-feira (14), divulgado pelo Banco Central (BC), apresentou nova alta na estimativa da inflação para este ano.

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O indicador, que é medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve nova alta ao passar de 3,45% para 3,50% este ano, segundo os economistas ouvidos pelo Banco Central para a produção do Boletim Focus . Essa é a quarta revisão do indicador entre julho e agosto.

Para o próximo ano os economistas mantiveram a projeção para inflação em 4,2%, sendo a quarta semana que o indicador permaneceu inalterado no Boletim Focus. Mesmo com as novas expectativas em relação ao IPCA , as projeções permanecem abaixo do centro da meta estipulada pelo governo, que é de inflação de 4,5% ao ano. A meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Juros

A estimativa dos economistas em relação a taxa básica de juros, a Selic , é que ela encerre 2017 em 7,5% ao ano. Atualmente, a Selic é de 9,25% ao ano. A estimativa é igual para o próximo ano, e ao que tudo indica, a perspectiva deve se concretizar já que o Comitê de Política Monetária ( Copom ) afirmou que dará continuidade aos cortes na taxa na próxima reunião, que será em setembro.

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Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação .

PIB

Os economistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram suas estimativas em relação ao Produto Interno Bruto ( PIB ) para este ano, sendo que a estimativa é de leve alta de 0,34%. A projeção chegou a 0,5% este ano, mas o cenário político fez com que a estimativa fosse revista. Para o próximo ano a projeção não foi alterada, permanecendo em 2% de alto do PIB para 2018.

*Com informações da Agência Brasil

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