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Outro acréscimo observado foi o do Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que avançou cerca de 0,7 ponto no mês de julho, atingindo 97,3 pontos

Brasileiros com renda familiar de até R$ 2.100 foram os que mais contribuíram para a alta do ICD da FGV
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Brasileiros com renda familiar de até R$ 2.100 foram os que mais contribuíram para a alta do ICD da FGV

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta terça-feira (8) um avanço de 1,5 ponto no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) em julho. Após duas quedas consecutivas, o indicador alcançou 98,4 pontos. Pela métrica de médias móveis trimestrais , o resultado seguiu a tendência de declínio, com recuo de 0,7 ponto.

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“O índice antecedente de emprego continua em nível elevado, apesar da oscilação negativa dos últimos meses. Este movimento é fruto do menor otimismo quanto à evolução da economia devido à elevação recente da incerteza. As quedas de maio e junho, possivelmente, devido ao aumento da incerteza política, parecem não indicar uma tendência de declínio nos próximos meses. Ainda existe forte otimismo quanto à geração de emprego na economia, como confirma a variação positiva do último mês”, afirmou o economista do Ibre/ FGV , Fernando de Holanda Barbosa Filho.

ICD

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) também apresentou alta no mês de julho, com 0,7 ponto a mais, atingindo 97,3 pontos. “O ICD subiu pela primeira vez após seis quedas consecutivas. Esta pequena elevação não parece significar uma inflexão na tendência melhora do mercado de trabalho. O aumento do emprego e a redução da taxa de desemprego têm sido consistentes com a suave melhora da economia dos últimos meses. A elevação do ICD no mês surpreende, mas não muda, por enquanto, a perspectiva de redução da taxa de desemprego ao longo dos próximos meses”, ressaltou Barbosa Filho.

Seis dos sete componentes do IAEmp registraram variações positivas no período. As maiores contribuições para o bom desempenho partiram dos indicadores que mostram o ímpeto de contratações para os próximos três meses, da indústria de transformação e de serviços. As taxas foram de 4,2 e 3,9 pontos, respectivamente.

A classe de renda que mais contribuiu para a alta do ICD foi a mais baixa, ou seja, brasileiros com renda familiar de até R$ 2.100, com variação de 0,7 ponto do Indicador de Emprego (invertido).

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IPC-S

Já o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 7 de agosto deste ano variou  0,41%, ante a alta de 0,38% no encerramento de julho. Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa que integram o índice avançaram. A maior contribuição foi observada no grupo transportes, que passou de 0,40% para 1%. Nesta classe de despesa, vale mencionar o desempenho do item gasolina, que variou de 2,61% para 5,29%.

Os seguintes grupos também apresentaram acréscimo em suas taxas: alimentação, ao passar de -0,22% para -0,14%, comunicação, de 0,58% para 0,63% e saúde e cuidados pessoais, indo de 0,32% para 0,33%. Aqui é importante destacar os itens hortaliças e legumes, tarifa de telefone móvel e artigos de higiene e cuidado pessoal, que avançaram de 1,49%, 0,62% e 0,08% para 4,37%, 0,76% e 0,27%, respectivamente.

Por outro lado, houve recuo nos grupos: habitação, que passou de 1,15% para 0,87%, vestuário, de -0,08% para -0,39%, educação, leitura e recreação, de 0,19% para 0,11% e despesas diversas, de 0,18% para 0,08%. Nestas classes de despesa , a FGV destacou os itens tarifa de eletricidade residencial, indo de 5,95% para 5,04%, roupas, de -0,31% para -0,52%, salas de espetáculo, de 1,93% para 0,88% e cartão de telefone, de 1,24% para 0,00%, como os principais contribuintes para a baixa.

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