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Divulgado semanalmente pelo Banco Central, a análise apontou que com o preço do combustível mais alto, inflação volta pressionar consumidor; veja

Brasil Econômico

Boletim Focus: Inflação tem nova revisão para cima, passando de 3,40% para 3,45% este ano, segundo o Banco Central
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Boletim Focus: Inflação tem nova revisão para cima, passando de 3,40% para 3,45% este ano, segundo o Banco Central

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central, apontou que os economistas consultados para a análise acreditam que a inflação terá alta devido o aumentos do PIS e do Cofins dos combustíveis, anunciado pelo governo no final do mês de julho.

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Com os preços já sendo repassados ao consumidor nos postos de combustíveis , os economistas ouvidos para projeção do Boletim Focus , revisaram a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,40% para 3,45% este ano.

A previsão para o próximo ano, no entanto, manteve-se estável com estimativa de inflação de 4,20%. Ambas as estimativas estão abaixo do centro da meta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é de 4,5%, tendo intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Taxa de juros

Uma das alternativas para o Banco Central conseguir manter a inflação controlada e dentro da meta é usar a taxa básica de juros, Selic, como regulador.  Quando o Comitê de Política Monetária (Copom aumenta) a Selic , a intenção é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, uma vez que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.  Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

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Atualmente a taxa básica de juros é de 9,25% e no último relatório do Copom, foi sinalizado que os membros do comitê devem manter o ritmo de redução dos juros nas próximas reuniões. Os economistas projetam a Selic em 7,50% este ano, projeção menor que a da semana passada, quando estimativa era de 8%. Para o fim de 2018, a expectativa também caiu, ao passar de 7,75% para 7,50% ao ano.

Outros indicadores

Os economistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo País, em 0,34% para este no. Para o próximo ano, os economistas que participam das estimativas do Boletim Focus, afirmam que o PIB terá crescimento de 2%, apresentando recuperação após período prolongado de recessão no País.

*Com informações da Agência Brasil

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