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Administrador de centro empresarial alegou que trabalhadores causariam “poluição visual” e “mau cheiro” caso fosse permitido acesso pelo elevador

Condomínio Le Monde Office alegou que não havia espaço para que todos os trabalhadores aguardassem no corredor
Divulgação
Condomínio Le Monde Office alegou que não havia espaço para que todos os trabalhadores aguardassem no corredor

O condomínio do edifício Le Monde Office , localizado na Barra da Tijuca, foi condenado ao pagamento de R$ 15 mil como indenização ao trabalhador Sidney Marinho. A decisão dos desembargadores da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio se deu por uma situação ocorrida em 15 de janeiro de 2014, quando Marinho e outros 17 trabalhadores foram impedidos de entrar na Clínica BioCard para realização de exame admissional. As informações são do Poder Judiciário do Estado de Rio de Janeiro.

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A ordem para bloquear a entrada dos trabalhadores foi dada pelo administrador do centro empresarial, Felipe Gilaberte. Ele alegou que os profissionais causariam “poluição visual” e “mau cheiro” caso fosse permitido o acesso pelo elevador social do condomínio .

Em primeira instância, o Le Monde Office já havia sido condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 10 mil. Agora, os magistrados acompanharam por unanimidade o voto do relator, desembargador Alcides da Fonseca Neto, que não aceitou o recurso da empresa e majorou a multa para R$ 15 mil.

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De acordo com o que foi descrito pelo relator no processo, o trabalhador“se dirigiu à clínica para realizar exame de sangue admissional às 8 horas, em jejum, e foi discriminado pelo administrador do condomínio, que impediu sua entrada. A situação se prolongou por bastante tempo, tendo a Polícia Militar chegado ao local apenas ao meio dia e conduzido todos à delegacia às 19h”, ressaltou.

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Além disso, o desembargador também desconsiderou o argumento da defesa de que não havia espaço para receber os 18 trabalhadores para o exame admissional nos corredores do condomínio. “Frise-se que não se mostra crível a tese defensiva, de que o número de trabalhadores à espera para realizar exames seria superior à capacidade dos corredores do edifício comercial. Trata-se de prédio com 1.507 (mil quinhentas e sete) vagas de garagem, sendo certo que o Bloco 7, local em que desenvolvidos os fatos, possui 244 (duzentos e quarenta e quatro) lojas, sendo 3 (três) delas alugadas pela Clínica BioCard”, afirmou na sentença.

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