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A população desocupada, totalizada em 13,5 milhões de pessoas, caiu 4,9%, com 690 mil pessoas a menos em comparação ao trimestre anterior; entenda

Brasil Econômico

IBGE: o rendimento real habitual das pessoas ocupadas foi  estimado em R$ 185,1 bilhões
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IBGE: o rendimento real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 185,1 bilhões

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (28) um recuo de 0,7 ponto percentual na taxa de desocupação do trimestre móvel abril/junho deste ano. Com a queda, a taxa passou de 13,7% para 13%, ainda mantendo-se 1,7 ponto percentual acima dos 11,3% registrados no mesmo período de 2016. Esta foi a primeira retração estatisticamente significativa da taxa desde o trimestre outubro/dezembro de 2014.

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De acordo com o IBGE , a população desocupada, totalizada em 13,5 milhões de pessoas, caiu 4,9%, com 690 mil pessoas a menos se comparada ao trimestre anterior. Entretanto, ficou 16,4% acima da taxa do mesmo trimestre móvel do ano passado.

População ocupada

Se comparada ao trimestre janeiro/março deste ano, a população ocupada, de 90,2 milhões no primeiro trimestre, apresentou um crescimento de 1,4%, com 1,3 milhão de pessoas a mais. Porém, também apontou um recuo de 0,6%, com menos 562 pessoas em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016.

O nível da ocupação, que diz respeito ao percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar foi de 53,7%, cerca de 0,6 ponto percentual maior frente ao trimestre janeiro/março de 2017. Se levado em consideração o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 0,9 ponto percentual.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada, de 33,3 milhões de pessoas, manteve-se estável frente ao trimestre anterior e com retração de 3,2% em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016, com 1,1 milhão de pessoas com carteira assinada a menos.

Já o rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi de R$ 2.104, considerado estável frente ao trimestre janeiro/março de 2017, cujo rendimento foi de R$ 2.125 e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016, quando o mesmo estava em R$ 2.043. O rendimento real habitual das pessoas ocupadas estimado em R$ 185,1 bilhões também se manteve equilibrado em ambas as comparações.

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Força de trabalho

No trimestre de abril a junho, a força de trabalho, ou seja, pessoas ocupadas e desocupadas ficou em 103,7 milhões de pessoas. Esta população cresceu 0,6% frente ao trimestre janeiro/março de 2017, além de contabilizar 1,3 milhão de pessoas a mais se comparada ao mesmo trimestre do ano passado, com alta de 1,3%.  Em relação a população fora da força de trabalho, houve estabilidade ao longo do período, com 64,4 milhões de pessoas.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada, abrangente a 10,6 milhões de pessoas, elevou-se em 4,3%, com 442 mil pessoas a mais. Além disso, subiu 5,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016, com a adição de 540 mil pessoas.

O número de trabalhadores por conta própria, estimado em 22,5 milhões de pessoas, avançou 1,8% frente ao trimestre anterior, com 396 mil pessoas a mais. Por outro lado, decresceu 1,8% se comparado a 2016, com 415 mil pessoas a menos.

Empregadores e grupamentos

Já os empregadores, totalizados em 4,2 milhões, apresentaram crescimento em sua taxa se comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com mais 484 mil pessoas. Entre os trabalhadores domésticos, estimados em 6,1 milhões de pessoas, a ocupação ficou estável em ambos os trimestres comparativos.

Considerando-se os ocupados nos grupamentos de atividade, houve aumento nas categorias: indústria geral, 3,3% ou mais 375 mil pessoas, transporte, armazenagem e correio, com 2,9%, ou mais 131 mil pessoas, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 3,2% ou mais 485 mil pessoas e em outros serviços, com 5,6% ou mais 238 mil pessoas. Os demais grupamentos permaneceram estáveis.

Em relação ao mesmo trimestre de 2016, o IBGE observou decréscimos nos grupamentos: construção, com baixa de 9,2% ou 683 mil pessoas a menos, e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com recuo de 8,1% ou menos 765 mil pessoas. Em contrapartida,  alojamento e alimentação  e outros serviços registraram altas de respectivamente, 12,9% ou mais 579 mil pessoas e 7,8% ou mais 323 mil pessoas.

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